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Infraestrutura02/02/2018 | 08h02Atualizada em 02/02/2018 | 12h11

Equipes de roçada não dão conta de mato alto em ruas e rodovias de Caxias do Sul 

Períodos de tempo seco mas úmidos favorecem avanço da vegetação, o que gera reclamações da população 

Equipes de roçada não dão conta de mato alto em ruas e rodovias de Caxias do Sul  Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Temperaturas altas e períodos de chuva facilitam o crescimento da vegetação às margens de rodovias, ruas urbanas, praças e calçadas. Com o mato alto, chegando a um metro de altura em alguns pontos de Caxias do Sul, moradores reclamam da falta de roçada em determinadas vias e de transtornos na locomoção. Por outro lado, equipes da prefeitura e de órgãos responsáveis pelas estradas afirmam que não dão conta de toda a demanda.

Numa breve passagem pela Avenida Júlio de Castilhos, é possível perceber que o mato já toma conta de um trecho de cerca de 500 metros de extensão entre os bairros Cinquentenário e São Pelegrino. A situação se repete em ruas do bairro Santa Catarina como, por exemplo, a Jacó Brunetta e a Professor Marcos Martini. Em outras vias distantes da área central, a vegetação também já cobre o passeio público e encobre placas de sinalização.

— Nós roçamos um trecho e se voltar lá uma semana ou duas depois, o mato já cresceu de novo. Sabemos que tem pontos com a vegetação mais alta, mas é que também dependemos do clima. Em dias de chuva, não existe possibilidade de cortar a vegetação. E, no último mês, enfrentamos está dificuldade em vários dias — lamenta Fernando Júnior Borges dos Santos, um dos líderes de roçada da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), que nesta semana acompanhava uma equipe de 13 pessoas que faziam roçada em ruas do bairro Universitário.

As capinas na área urbana da cidade seguem um cronograma mensal. No início de fevereiro, ruas dos bairros Panazzolo, Universitário, Kayser, Pôr do Sol, São Victor/Cohab, Jardim Iracema, além daquelas que ficam nos loteamentos Campos da Serra e Parque das Rosas I e II estão com o serviço em andamento. Na sequência, outros 50 bairros e loteamentos estão na lista para receber o serviço. A lista com a estimativa de regiões atendidas pode ser acessada no site www.codeca.com.br.

— A Codeca é responsável por toda a área que envolve o passeio público. Temos uma equipe com cerca de 120 pessoas ligadas diretamente com a roçada. Mas, todo esse trabalho depende muito do tempo, que esse ano tem sido bem atípico. Para se ter uma ideia, em anos anteriores o espaço entre uma capina e outra, em determinada rua, era de 120 dias. Hoje, reduzimos para 90 dias devido ao crescimento da vegetação — explica Amarilda Bortolotto, diretora-presidente da companhia.

Leitora mostra falta de capina na Rua Marcos Martini, no bairro Santa Catarina, em Caxias do Sul.
Foto: Elizangela Santos Lorenzi / Divulgação

Codeca diz que limpa 300 hectares por mês

A expectativa mensal da Codeca é roçar 3 milhões de metros quadrados de área. Somente em janeiro, a direção da companhia diz que foram limpados cerca de de 3,4 milhões de metros quadrados de área, o que equivale a 340 hectares (equivalente a 340 campos de futebol). Conforme Amarilda, é considerado passeio público calçadas com 1,5 metro de meio-fio, praças, parques e arredores de unidades da prefeitura. Em escolas municipais, unidades básicas de saúde (UBSs) e demais áreas verdes, a roçada é feita por solicitação, ou seja, por demanda, que deve ser realizada a partir de contato com o Alô Codeca, pelo telefone (54) 3224-8000.

— Terrenos baldios ou em desuso que não estejam demarcadas, antes da roçada, a Codeca contata a Secretaria do Meio Ambiente para confirmar se o local é de propriedade particular ou pública. Não podemos simplesmente ir lá e capinar. O mesmo ocorre com terrenos e áreas privadas desocupadas. Se a Codeca fizer sem autorização, pode ser multada —  ressalta.

Prioridade nas rodovias estaduais é a manutenção do asfalto

Em trechos da ERS-122, entre Caxias do Sul e Farroupilha, além de pontos da RSC-453, a vegetação se aproxima de um metro de altura. Conforme o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), responsável pelas rodovias estaduais, a empresa contratada está focada na recuperação asfáltica e que, portanto, o corte da vegetação será realizado em um segundo momento. O órgão reforça que, na região da Serra, a prioridade é a obra de recuperação do asfalto das rodovias.

Já na BR-116, principalmente nos canteiros centrais, o mato também toma conta de alguns pontos como, por exemplo, nas proximidades do Hospital Geral. De acordo com o engenheiro Daniel Bencke, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o trabalho de roçada ocorre desde o Km 74 da BR-116 até o Km 184. Na região de Caxias do Sul, a equipe está em Vila Cristina e, até a próxima semana, deve chegar no bairro Ana Rech.

— O serviço de capina é rotineiro. Temos sempre uma equipe circulando para avaliar pontos mais emergenciais. Podemos roçar hoje um ponto que daqui a 15 dias já vai ter tido um avanço de 10 centímetros naquela vegetação. Isso ocorre em função do tempo, algo que não temos como interferir  — afirma Bencke.

O engenheiro também explica que a redução orçamentária por parte do governo federal obrigou um corte de mão de obra, o que também gera impacto na agilidade do serviço.

— Em ritmo de roçada normal já é possível perceber o crescimento da vegetação, imagina com menos pessoas trabalhando. A nossa preocupação é em não deixar que o mato prejudique a visibilidade dos motoristas. E estamos atentos a isso. Mas realmente não temos condições de dar conta de forma urgente em todos os trechos da rodovia — ressalta.

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