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Caxias antiga31/01/2018 | 07h30Atualizada em 31/01/2018 | 08h54

Memória: Galópolis vista do Morro da Cruz em 1959

Fotógrafo Ulysses Geremia captou a antiga vila na companhia do diretor do Lanifício São Pedro, João Laner Spinato 

Memória: Galópolis vista do Morro da Cruz em 1959 Ulysses Geremia/Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
João Laner Spinato (à direita, com o binóculo) e o genro Eloy Bissaco durante um passeio pelos arredores do famoso Morro da Cruz Foto: Ulysses Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Encravada entre vales e montanhas, Galópolis e suas belezas naturais foram eternizadas por diversos fotógrafos ao longo do século 20. Além de Sisto Muner e da filha, Ignez Muner, ambos moradores do bairro, Ulysses Geremia (1911- 2001) também captou diversos aspectos pitorescos, sociais e econômicos da antiga vila. E o mítico Lanifício São Pedro, em torno do qual o lugarejo se desenvolveu, foi um dos mais registrados.

Acompanhado do gerente do lanifício, João Laner Spinato (à direita), e do engenheiro Eloy Bissaco, Geremia capturou a imagem acima a partir do famoso Morro da Cruz, por volta de 1959. O local permitia uma vista privilegiada do parque têxtil, de boa parte do vilarejo e do casarão onde Spinato morava com a família, na parte superior do terreno da fábrica e às margens da então Estrada Federal Presidente Vargas (BR-116).

Conforme dona Therezinha Spinato Bissaco, filha de João Laner Spinato, o pai costumava circular muito pela área rural do antigo distrito, suas encostas e recantos escondidos. Provavelmente desse hábito resultou a rara foto acima, garimpada no acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

– Ele chegava na casas dos amigos, das famílias do interior, na 4ª Légua, encilhava um cavalo e ia conhecer os lugares. Também passeava muito pelo terreno da plantação de eucaliptos, que eram usados nas caldeiras do lanifício – lembra dona Therezinha.

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Vista do Lanifício São Pedro, a partir dos arredores do Morro da Cruz e montanhas do interior de Galópolis.
O complexo fabril do Lanifício São Pedro em meados dos anos 1950Foto: Ulysses Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

A família Spinato

João Laner Spinato e a esposa Luiza Gitzler residiram em Galópolis entre 1927 e 1965, atuando permanentemente nas atividades comunitárias, religiosas e sociais do bairro. Na residência junto ao Lanifício São Pedro nasceram e foram criadas as filhas Lori, Ruth, Therezinha e Rosemeri. 

Após o casamento com Ruth e uma breve temporada em São Paulo, o engenheiro Eloy Bissaco aceitou o convite de Spinato e passou a trabalhar na fábrica, auxiliando o sogro em diversas atividades com o maquinário das seções.

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Foi a partir do jardim do antigo casarão construído por Hércules Galló em 1908 ¿ posteriormente residência das famílias Schenke, Solio e Canuto, e hoje sede do Instituto Hércules Galló ¿ que Ulysses Geremia captou a imagem acima, uma das mais conhecidas e compartilhadas pelos habitantes do bairro.Datada do final dos anos 1940, a foto destaca o traçado da Estrada Federal Presidente Vargas (BR-116) e as duas igrejas do antigo ¿Vale Del Profondo¿. Tendo como padroeira Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, a nova matriz (à esquerda) foi inaugurada em 1º de março de 1947. A antiga e seu campanário (ao centro), inacreditavelmente, vieram abaixo logo depois.
Cenário bucólico: a Estrada Federal Getúlio Vargas já pavimentada, no início dos anos 1950, e a vila ao fundoFoto: Ulysses Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

O Instituto Hércules Galló

Boa parte da história de Galópolis, em textos e fotos, pode ser conferida no Instituto Hércules Galló. A visitação ocorre de terça a sábado, das 13h30min às 17h30min, com entrada franca.

Foi a partir das cercanias do antigo casarão construído por Hércules Galló em 1908 – posteriormente residência das famílias Schenk, Solio e Canuto, e hoje sede do Instituto – que Ulysses Geremia captou a imagem acima, uma das mais conhecidas e compartilhadas pelos habitantes do bairro.

Datada do início dos anos 1950, a foto destaca a Estrada Federal Presidente Vargas (BR-116) já pavimentada e as duas igrejas do antigo “Vale Del Profondo”. Tendo como padroeira Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, a nova matriz (à esquerda) foi inaugurada em março de 1947. 

Inacreditavelmente, a antiga igrejinha e seu campanário (ao centro) foram demolidos logo em seguida.

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