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Opinião10/01/2018 | 08h39Atualizada em 10/01/2018 | 08h39

Frei Jaime: ainda é muito cedo para ser tarde demais

É comum ouvir e deduzir que a falta de iniciativa roubou as melhores oportunidades e que restou apenas uma conclusão: agora é tarde demais!

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

A velocidade é a marca destes novos dias. Ninguém consegue ficar distante do ritmo que o mundo impõe. Os meios foram sendo multiplicados, a comunicação está cada vez mais fácil e veloz. Neste cenário de mundo, os humanos são convocados à criatividade. Se não é possível permanecer à margem das inúmeras solicitações, convém não perder aquela paz interior que acalma, harmoniza e favorece a alegria de viver. Para muitos, a acomodação rouba as melhores energias e encolhe os mais significativos sonhos.

É comum ouvir e deduzir que a falta de iniciativa roubou as melhores oportunidades e que restou apenas uma conclusão: agora é tarde demais! Pensando bem, nunca será tarde demais, em qualquer situação. Há sempre uma margem de possibilidade, um fio tênue de esperança que convida a uma nova tentativa, um novo recomeço. A pressa em largar tudo tem sido abraçada facilmente por muitos. Basta uma pequena dificuldade e a desistência é certeira. O ideal seria não contar as tentativas já feitas e recomeçar diariamente. Sempre será cedo demais para concluir que não vale a pena, que já é tarde demais.

É evidente que a praticidade reside na tomada de decisão. Todos gostariam de resolver as pendências, solucionar os problemas, virar a página. E é possível fazer isso, mas sem ansiedade e sem pressa. A vida é grandiosa demais para ser desperdiçada. Nunca será tarde demais pensar mais um pouco, demorar mais um pouco, amar mais um pouco.

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