Rotatória diminui acidentes em 80% no Trevo da Telasul, em Garibaldi - Geral - Pioneiro

Trânsito04/12/2017 | 07h00Atualizada em 04/12/2017 | 07h00

Rotatória diminui acidentes em 80% no Trevo da Telasul, em Garibaldi

Desde que obra foi entregue, em 10 de outubro, apenas um acidente com ferido foi registrado

Rotatória diminui acidentes em 80% no Trevo da Telasul, em Garibaldi Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Ainda que a nova rotatória instalada no entroncamento com a RSC-453, conhecido como trevo da Telasul, em Garibaldi, divida opiniões sobre a segurança que transmite ao condutor, os números comprovam que a intervenção trouxe resultados positivos para o trânsito da região. E mais: mostrou que a luta da comunidade ao pedir melhorias por mais de uma década era mais do que justa. 

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pelo patrulhamento da rodovia, contabilizou somente um acidente com ferido desde 10 de outubro, data em que a obra foi entregue à comunidade. Os Bombeiros Voluntários de Garibaldi, órgão que presta socorro à maior parte das vítimas, comemora uma redução de até 80% nas ocorrências. 

Se antes eram registrados até cinco acidentes com vítimas por mês, segundo os bombeiros, o número baixou para um mensal. Uma ação no último sábado, protagonizada por bombeiros, polícia, Samu e outros órgãos da região simulou um acidente com seis vítimas, incluindo um condutor alcoolizado.

— Queremos marcar o término de um período com muitas mortes e trânsito tão perigoso. Queremos ainda conscientizar a população de que, com mais segurança, basta mais prudência ao circular para não termos mais acidentes — opina o comandante dos bombeiros, Jorge Castro.

O ponto, por onde passam cerca de 20 mil veículos por dia, principalmente caminhões que transportam a produção de indústrias metalúrgicas, de mobiliário, frutas e verduras, entre outros itens, era tido como um dos mais críticos da Serra. 

— Tínhamos muitas colisões traseiras, de quando os motoristas ficavam parados para tentar acessar a rodovia. A iluminação pode ficar melhor, mas há uma segurança muito melhor para o condutor — opina o policial rodoviário Gabriel Silva.

Na última quinta-feira (30), o Pioneiro acompanhou o trânsito no local por volta das 18h e não presenciou filas imensas ou congestionamentos em nenhum dos lados, cena bastante corriqueira antes da intervenção. Antes, devido ao movimento intenso nas duas rodovias (RSC-453 e BR-470), os motoristas precisavam aguardar a travessia e cruzar duas pistas ao mesmo tempo para seguir viagem. 

Viaduto é sonho não descartado

Um acesso que possibilite mais segurança no entroncamento da BR-470 com a RSC-453 era reivindicação de entidades de classe há pelo menos uma década. O caminhoneiro Mauri Schneider, 33 anos, circula pelo trecho diariamente e elogia o novo acesso:

— Outra coisa que ficou boa é que fecharam o acesso para a Garibaldina, que provocava muito acidente — opina Schneider.

Gerente comercial de um dos postos de gasolina que fica nas margens da rodovia, Osmar Bertolini reclama que diversos estabelecimentos foram prejudicados com a perda de estacionamento em razão das obras. O Posto do Avião, por exemplo, perdeu a parte frontal onde clientes deixavam os carros. O espaço agora é usado para retorno dos motoristas, conforme explica Adalberto Jurach, engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) responsável pelo trecho. Ainda restam acabamentos como colocação de gramado e outros detalhes em canteiro. O promessa do Dnit é que estes reparos sejam feitos até o fim de dezembro. 

— Esse é um acesso que pode ser aproveitado caso seja necessário elevar a rodovia com a colocação de um viaduto, que é o antigo desejo da comunidade. Mas não existe qualquer previsão para que isto aconteça — admite Jurach.

A obra agrada aos empresários que utilizam a rodovia para escoar parte da produção, confirma a presidente da Câmara de Indústria e Comércio (CIC) de Garibaldi, Alexandra Nicolini Brufatto.

— Estamos vivendo um momento de tantas dificuldades financeiras, que vemos com bons olhos esta obra. Temos escutado muitas coisas boas. Só lamentamos ter de esperar tanto tempo para ver algo sair do papel — afirma.

A obra teve duração de mais de um ano — com início em setembro de 2016 — e custou cerca de R$ 7 milhões.

 

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