Memória: 40 anos do monumento a Anna Rech   - Geral - Pioneiro

História04/12/2017 | 16h19Atualizada em 05/12/2017 | 09h46

Memória: 40 anos do monumento a Anna Rech  

Em 2017 a comunidade de Ana Rech comemora as quatro décadas de construção do monumento 

Memória: 40 anos do monumento a Anna Rech   Acervo pessoal Valter Susin/Divulgação
Bruno Segalla, escultor da estátua feita em homenagem a Anna Rech Foto: Acervo pessoal Valter Susin / Divulgação

Anna Maria Pauletti Rech nasceu em 25 de março de 1831, na localidade de Pedavena, na Itália. Viúva de Osvaldo Rech, chegou ao Brasil em abril de 1877. Quando aportou no Campo dos Bugres junto a outras famílias, ela tinha 48 anos de idade. O filho mais velho era Ângelo, com 26 anos, e o caçula, Giovanni, com 13. Além deles, vieram os filhos Teresa, Líbera, Giuseppe, Vittore, Maria Giovanna e Teresa. Chegando, a imigrante foi destinada à 8ª Légua, no lote rural 104 do Travessão Dona Leopoldina, onde hoje assenta o bairro que levou seu nome.

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Instalada, construiu uma pousada na vila. Os tropeiros de Cima da Serra que se dirigiam ao Campo dos Bugres, atual Caxias do Sul, marcavam ponto de parada nos galpões de Anna. Com o tempo, o local ficou famoso como paradouro e batizado com o nome Ana Rech. Por 40 anos, ela marcou a cidade com seu trabalho, religiosidade e atuação junto à família e à comunidade, características que a acompanharam mesmo após a sua morte, em 16 de maio de 1916. Na ocasião, foi sepultada na capela do cemitério local.

40 anos do monumento à Anna Rech
Da esquerda para a direita: Camilo, Belarmino, Pe. José, Valter Susin e Bruno Segalla junto à estatua de Anna Rech.Foto: Acervo pessoal Valter Susin / Divulgação

Nos contatos com os anarrequenses pelo início do ano de 1974, Valter Antonio Susin levantou a possibilidade de construir um monumento a Anna Rech: uma estátua da fundadora, em tamanho natural, ou até mesmo um busto em bronze, para eternizar aquela que deixou seu próprio nome à localidade.

Naquela oportunidade, o professor Mário Gardelin, tomando conhecimento da ideia, escreveu um artigo para o jornal Correio do Povo de Porto Alegre, publicado no dia 18 de junho de 1974, apoiando a decisão.

Não foi fácil levar a ideia do monumento à frente. Havia muita resistência por parte de algumas pessoas devido aos altos custos. Após várias tratativas, foi formada uma comissão composta por Pe. José Lorencini, Camilo Dal Piaz, Ary Albé, Ademar João Bacchi, Belarmino Lamberty e Valter Antonio Susin.

Inaugurado pela comunidade

40 anos do monumento à Anna Rech
Familiares de Anna Rech presentes na inauguração do monumentoFoto: Acervo pessoal Valter Susin / Divulgação

Com algum dinheiro já arrecadado, os moradores contataram o escultor Bruno Segalla e acertaram os valores para a modelagem da estátua. O trabalho foi iniciado em setembro de 1977, na Rua Borges de Medeiros, 819, antiga residência de Segalla. 

A festa de inauguração foi realizada em 11 de dezembro de 1977, centenário da chegada da fundadora na localidade, com a presença da comunidade e de autoridades políticas. O monumento tomou posse do lote nº 104 da 8ª Légua de Caxias do Sul. Atualmente, Ana Rech está entre as poucas localidades no Brasil que leva o nome de uma imigrante mulher.

Fonte

As informações desta coluna foram uma contribuição do leitor Valter Susin.

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