Sem presença da prefeitura, audiência reforça contrariedade à gestão compartilhada do Postão de Caxias - Geral - Pioneiro

Saúde27/11/2017 | 21h48Atualizada em 28/11/2017 | 08h55

Sem presença da prefeitura, audiência reforça contrariedade à gestão compartilhada do Postão de Caxias

Nenhum representante da Secretaria da Saúde ou do governo esteve presente em reunião na Câmara

Sem presença da prefeitura, audiência reforça contrariedade à gestão compartilhada do Postão de Caxias Mateus Frazão/Agencia RBS
Plenário lotado e gritos de protesto contra o governo marcaram audiência no Legislativo Foto: Mateus Frazão / Agencia RBS

Com gritos de “fora Guerra” e vaias pela ausência da secretária da Saúde, Deysi Pievosan, servidores e movimentos contrários à proposta de gestão compartilhada do Pronto-Atendimento 24 horas, anunciada pelo governo municipal, lotaram o plenário da Câmara de Vereadores de Caxias  na noite desta segunda-feira. A audiência pública convocada pelo Legislativo, a pedido do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv), não teve a participação de representantes da administração.

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Sem o contraponto do governo, os protestos contrários reverberaram entre manifestações do público e pronunciamentos de vereadores e entidades ligadas à área da saúde de Caxias.

— A proposta da UBS + foi anunciada com o objetivo de fazer uma cortina de fumaça na terceirização do P.A.. Terceirizar é privatizar sim, é abrir mão da gestão, do controle público, e do controle da população aos recursos públicos. Se não fosse assim, não teríamos inúmeros exemplos negativos de serviços terceirizados na nossa região — defendeu a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli.

Diversas entidades presentes, como Sindicado dos Enfermeiros do RS, Conselho Municipal de Saúde e Conselho Nacional de Saúde manifestaram-se contrários à gestão compartilhada.

— Sabíamos que era uma farsa. Um prefeito narcisista, enganador e prepotente que quer privatizar toda a saúde e vai fazer isso até o final desse governo, o qual eu espero que seja interrompido. Esse prefeito não pode terminar o mandato — afirmou Marlonei Silveira dos Santos em representação ao Conselho Nacional de Saúde.

Representando a Comissão de Funcionários do Postão 24 horas, Magda Teles, questionou a forma que o governo municipal estaria conduzindo a situação:

— Nunca nos procuraram para falar sobre a proposta. Ficamos sabendo pelas redes sociais. Não sabemos se vamos ser removidos ou de que forma. Não houve demonstração de respeito algum com os servidores ou com a importância do Postão, que atende tudo que a UPA (Zona Norte) não pode atender e ainda é referência em diversos serviços que não se limitam à urgência e emergência —destacou.

Já a presidente da Amob Villa Lobos/Vergueiro, Tania Menezes, contestou também a postura supostamente apresentada pelo Conselho Municipal da Saúde com relação às propostas de terceirização da UPA e do Postão:

— Nós não confiamos no Conselho de Saúde, que se manifestou favorável à terceirização da UPA usando argumentos duvidosos. Não podemos deixar acontecer o mesmo com o Postão, que cumpre muito bem o seu papel. Só critica o SUS quem não usa o SUS.


 

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