Obras da Radial Sudoeste, em Caxias do Sul, aguardam desapropriação - Geral - Pioneiro

Infraestrutura01/11/2017 | 08h01Atualizada em 01/11/2017 | 08h01

Obras da Radial Sudoeste, em Caxias do Sul, aguardam desapropriação

Remoção de moradia servirá para a construção de viaduto que ligará ruas dos bairros Esplanada e São Caetano

Obras da Radial Sudoeste, em Caxias do Sul, aguardam desapropriação Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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A continuidade das obras da Radial Sudoeste, via que servirá como alternativa de deslocamento para moradores de bairros da zona sul de Caxias do Sul até a área central, está na dependência de um processo de desapropriação para seguir adiante. A remoção de uma residência permitirá a construção de um viaduto com 286 metros de extensão, que vai fazer uma ligação entre as ruas Sepé Tiaraju, próximo ao Residencial Bonalume, e João da Costa, nos bairros Esplanada e São Caetano. A primeira etapa da obra foi finalizada em dezembro de 2015 e contemplou a reformulação do entroncamento da Rua Antônio Gattermann, próximo ao escritório da Pedreira Guerra. O custo foi de R$ 711,5 mil.

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O viaduto entre a Sepé Tiaraju e a João da Costa é necessário porque no ponto há um desnível. Aliás, o viaduto será erguido na encosta de um penhasco e por isso exigirá um trabalho mais complexo e demorado. A previsão inicial da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) é de que a etapa atual, que contempla o segundo lote liberado com recursos do PAC Qualificação de Vias, do governo federal, seja entregue até junho do próximo ano. O custo previsto é de R$ 3,5 milhões.

— Estamos dentro do prazo que nos foi passado quando assumimos a administração do município. Mas, ainda precisamos resolver o problema com essa moradia, que precisará ser deslocada do lugar onde está hoje. Enquanto o processo corre na Justiça, estamos trabalhando na construção dos pré-moldados, vigas e em outras questões estruturais que envolvem o viaduto — explica o secretário Fernando Mondadori. 

Depois desta fase ser concluída, haverá uma terceira etapa, que consiste no recapeamento da via, programado para ocorrer no final de toda a obra como uma qualificação das ruas. Esse trabalho, no entanto, depende da verba disponível _ a estimativa é de que custe em torno de R$ 3 milhões. Conforme o secretário, a fase 3 é considerada a mais complexa por envolver pelo menos quatro desapropriações. A obra é a continuidade do viaduto e fará a ligação direta da Rua Sepé Tiaraju com a Ladi Santarém.

— Estamos pensando em dividir essa etapa em outras três fases. É uma parte complicada, mas muito importante. Ela é para dar fluxo, ir cortando entre ruas para fazer a ligação direta, em vez de fazer o ziguezague que existe hoje. Para isso, vamos precisar pegar a área de alguns terrenos — afirma Mondadori.

Ao todo, a radial terá cerca de 2,5 quilômetros de extensão, ligando a Estrada de São Marcos da Linha Feijó à Avenida Rio Branco, passando por diversas ruas dos bairros São Caetano, Kayser, Esplanada e Rio Branco. A via é necessária devido ao fluxo intenso de veículos e servirá como opção de caminho para os motoristas, aliviando o trânsito das perimetrais. O projeto prevê a pavimentação das ruas Fioravante Madalosso, Luiz Parenza, José Arlindo Fadanelli, Ladi Santarém, Sepé Tiaraju, João da Costa e José Casara. Juntas, as vias serão alternativa à Avenida Bom Pastor, no Kayser, e ligarão a zona oeste e zona sul. 

O custo total da Radial Sudoeste é estimado em quase R$ 10 milhões. Pelo menos 95% do total dos recursos devem vir do Ministério do Planejamento, via PAC.

 

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