Emoção e saudade marcam homenagens do Dia de Finados em Caxias do Sul - Geral - Pioneiro

Reflexão02/11/2017 | 11h52Atualizada em 02/11/2017 | 12h25

Emoção e saudade marcam homenagens do Dia de Finados em Caxias do Sul

Centenas de pessoas acompanharam missa campal celebrada pelo bispo dom Alessandro Ruffinoni, no Memorial Crematório São José

Emoção e saudade marcam homenagens do Dia de Finados em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
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A quinta-feira dedicada ao Dia de Finados promete ser de muitas homenagens às pessoas que partiram e deixaram saudade. Nas primeiras horas da manhã, a movimentação já era intensa em muitos cemitérios de Caxias do Sul. No Memorial Crematório São José, centenas de pessoas acompanharam a missa campal celebrada pelo bispo dom Alessandro Ruffinoni. 

— É um dia muito especial, um momento de reflexão sobre a morte e também para lembrarmos os nossos familiares e amigos que já morreram. O dia serve para recordarmos uma realidade muito importante e que em algum momento chegará para todos. Para quem crê, a morte não é vista como fim — diz o bispo.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 02/11/2017. Movimentação no Memorial Crematório São José, no dia de Finados. O Bispo Diocesano de Caxias do Sul, Dom Alessandro Ruffinoni, realizou missa campal no Memorial. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A emoção era nítida em muitas pessoas que circulavam pelos jardins do Memorial. Algumas paravam entre as estruturas que guardam as urnas com as cinzas, outras aproveitavam o gramado para refletir em silêncio. Pelo caminho, era comum se deparar com olhos marejados.

Os irmãos Júlio Alberti, 64 anos, e Mônica Sirtori, 69, foram até o local para levar flores aos pais e outros familiares que foram cremados.

— A saudade da época em que vivemos com eles aperta o coração, mas não tem como chegar num lugar deste e ficar triste. Eu tenho certeza que eles estão num lugar tão lindo quanto aqui. Isso conforta — conta Mônica.

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Apesar da igreja católica ainda ser contrária a alguns atos da cremação, como a dispensa das cinzas, por exemplo, o local escolhido para a celebração remete a paz e o amor de um dia dedicado à saudade. 

— Antigamente, a igreja condenava a cremação, mas isso ficou no passado. O que importa é recordar aqueles que já partiram, guardar as cinzas num ambiente propício para isso e não esquecer o significado da morte. Precisamos orar e acreditar que depois desta vida existe um lugar muito melhor — finaliza dom Alessandro.

Durante a tarde, outras missas estão programadas: o padre Renato Ariotti celebrará uma missa no Memorial Crematório, às 17h. No Cemitério Público Municipal as celebrações ocorrem às 15h, 16h e 17h.

 

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