Em reunião do Conselho de Saúde, servidores se manifestam contra gestão compartilhada do Postão, em Caxias - Geral - Pioneiro

Saúde24/11/2017 | 14h13Atualizada em 24/11/2017 | 14h13

Em reunião do Conselho de Saúde, servidores se manifestam contra gestão compartilhada do Postão, em Caxias

Assunto não estava na pauta do órgão nesta quinta-feira (23)

Em reunião do Conselho de Saúde, servidores se manifestam contra gestão compartilhada do Postão, em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Servidores municipais de Caxias do Sul se manifestaram em reunião do Conselho Municipal da Saúde na noite desta quinta-feira (23) contra a possibilidade de gestão compartilhada do Pronto-Atendimento 24h. As informações são da Rádio Gaúcha Serra.

O tema não estava na pauta do encontro, que previa a discussão, entre outras questões, do processo eleitoral para o novo colegiado, que assumirá a partir de fevereiro de 2018. 

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Conforme o presidente do Conselho, Paulo Cardoso Alves, cerca de 100 pessoas estavam presentes na manifestação. A gestão compartilhada do Postão com uma entidade sem fins lucrativos é colocada pela prefeitura como uma forma rápida de viabilizar o fortalecimento da saúde básica no município, deslocando os servidores para postos nos bairros. 

Alves explica que, até o final da tarde desta sexta (24), deve ser marcada uma data para nova reunião do Conselho, a partir de um pedido da Secretaria da Saúde, para abordar o programa UBS+ proposto pela prefeitura, que envolve a mudança do Postão 24h.

Também nesta quinta, no final da tarde, o prefeito Daniel Guerra (PRB) marcou uma reunião com os conselheiros para apresentar a iniciativa. A maioria dos membros do Conselho — segundo a prefeitura, 25 do total de 32 — compareceram. Um deles foi o vice-presidente da entidade, Antônio Carlos dos Santos, que afirma que os conselheiros viram com bons olhos o fortalecimento da saúde básica. A questão a ser debatida com "cautela e cuidado", segundo ele, é justamente o que vai acontecer com o Postão 24h.

Para Santos, a população, de fato, deve receber nos postos de saúde dos bairros os atendimentos que não são de urgência e emergência. Mas ele pontua que a qualidade do atendimento do Postão não pode ser comprometida caso seja mudado o modelo de gestão. 

A possível rotatividade de trabalhadores, por exemplo, é um aspecto que precisa ser analisado com atenção, conforme o vice-presidente do Conselho. Santos prefere não adiantar sua posição sobre a terceirização, que irá manifestar na sessão sobre o tema no Conselho.

 

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