Em novo depoimento, suspeito de atear fogo a bebê em Caxias permanece calado - Geral - Pioneiro

Ex-companheiro07/11/2017 | 20h40Atualizada em 07/11/2017 | 21h03

Em novo depoimento, suspeito de atear fogo a bebê em Caxias permanece calado

Ele segue recolhido na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador

Em novo depoimento, suspeito de atear fogo a bebê em Caxias permanece calado arquivo pessoal/divulgação
Foto: arquivo pessoal / divulgação
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Preso em flagrante desde domingo, Maykon Marcelino da Silva, 30 anos, não se manifestou em novo depoimento à Polícia Civil na tarde desta terça-feira em Caxias do Sul. Ele segue recolhido na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador.  

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Silva é suspeito de ter jogado álcool e ateado fogo a ex-companheira e em Isabella Theodoro Martins, de oito meses. Bella, como era chamada, morreu na segunda-feira, no Hospital Geral (HG), onde estava internada após ter 70% do corpo queimado. A criança era afilhada do casal.

Em clima de comoção e revolta, a criança foi enterrada na tarde de ontem no Cemitério Público Municipal Rosário II. A madrinha da menina segue internada em estado grave no HG.

Silva responderia ontem a perguntas sobre o inquérito policial que gerou medidas protetivas à vítima que segue hospitalizada. No domingo, quando foi chamado para depor sobre o crime, ele também ficou calado. 

– Ele permaneceu em silêncio, mas o flagrante foi muito bem feito pelo delegado plantonista, que ouviu diversas testemunhas no local. Isso impossibilitou que ele já tivesse sido solto, por exemplo. Só não sabemos o local onde foi iniciado o fogo, mas está claro que foi ele. Há testemunhas e a prisão em flagrante – explica a delegada Thaís Sartori Postiglione, que responde interinamente pela Delegacia da Mulher (Deam).

O homem deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio e feminicídio (praticado contra a mulher em razão da sua condição em ser do sexo feminino). O crime ocorreu por volta da 0h45min de sábado, no bairro Santa Lúcia Cohab, quando Silva teria invadido a casa onde a ex-companheira, a bebê e três crianças pequenas, sendo dois filhos do casal, dormiam.

Junto há nove anos, o casal teria se separado no início do ano. Em 1º de abril, a mulher procurou a Polícia Civil e denunciou o ex-companheiro. Segunda ela, Silva era usuário de drogas e ficava violento a cada consumo. Na ocorrência, a vítima afirmou que o agressor a ameaçava de morte. A medida protetiva foi deferida pela Justiça contra o homem. No entanto, Silva não foi localizado para ser intimado ou responder às acusações.

 

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