Alunos de escola de Caxias do Sul usam o grafite para recuperar muro pichado - Geral - Pioneiro

Bom exemplo24/11/2017 | 19h04Atualizada em 24/11/2017 | 19h04

Alunos de escola de Caxias do Sul usam o grafite para recuperar muro pichado

Ação no colégio Ramiro Pigozzi, no loteamento Arcobaleno, teve mediação do artista gráfico Fábio Panone Lopes

Alunos de escola de Caxias do Sul usam o grafite para recuperar muro pichado Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Jovens usaram palavras carregadas de valores positivos como igualdade, paz, sabedoria e educação Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A criatividade foi a estratégia que a direção, os professores e os alunos do 9º ano da Escola Municipal Ramiro Pigozzi encontraram para recuperar os muros pichados da instituição, localizada no loteamento Arcobaleno, em Caxias do Sul. A proposta da professora de Ensino Religioso Evelise Rezzadori Bevilaqua era que duas turmas ajudassem na restauração da estrutura por meio do grafite. O artista gráfico Fábio Panone Lopes colaborou de forma voluntária como mediador e incentivador do projeto. Ele também promoveu conversas com as turmas envolvidas no projeto, nas quais defendeu a função social e artística do grafite.

Ao todo, 42 jovens participaram da atividade na sexta-feira. 

— É o segundo ano que desenvolvemos o projeto chamado Ramiro Fazendo o Bem. O objetivo é realizar melhorias na própria escola com ações singelas. A ideia do grafite partiu de um grupo de alunos. Achei muito interessante justamente porque é uma arte que representa a realidade da comunidade onde eles vivem — destaca Evelise.

Na extensão de duas paredes do muro que cerca a escola, foram grafitados valores positivos como igualdade, paz, sabedoria, educação e conhecimento. 

— Além de tudo, são transmitidos ideais que defendemos na própria escola para a comunidade. Antes, havia pichações vulgares e sabíamos que, se simplesmente pintássemos, os muros seriam pichados novamente — comenta a coordenadora pedagógica da Escola Ramiro Pigozzi, Ivanilde Boff.

A ação foi desenvolvida nos turnos da manhã e tarde. 

— Achei muito interessante e divertido. Nunca tinha visto o grafite dessa perspectiva _ afirmou a estudante Gabriela Poletto, participante da ação.

 

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