Setor ligado à Força Aérea vai investigar se piloto morto em Barão tinha habilitação - Geral - Pioneiro

Acidente30/10/2017 | 12h00Atualizada em 30/10/2017 | 15h53

Setor ligado à Força Aérea vai investigar se piloto morto em Barão tinha habilitação

Amauri José Rockenbach, 52 anos, e Adilson Rauber, 34, morreram no domingo após o ultraleve em que eles voavam cair

Setor ligado à Força Aérea vai investigar se piloto morto em Barão tinha habilitação Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS


Para tentar esclarecer quais os motivos que levaram um ultraleve a cair e matar dois homens no domingo, em Barão, equipes dos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) IV, órgão ligado à Força Aérea Brasileira, deverão ouvir testemunhas e analisar os restos da aeronave nos próximos dias. A investigação documental da Seripa também vai apurar se Adilson Rauber, 34 anos, que pilotava o veículo no momento do acidente, tinha habilitação para a prática. Amauri José Rockenbach, 52, era o passageiro que também morreu na queda, na Linha Francesa Alta, no interior de Barão, no Vale do Caí. 

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Segundo o major aviador Marlon da Fonseca Sampaio, o trike (lê-se tráik), espécie de triciclo com asas de asa-delta, é considerado uma aeronave experimental e, por isso, a investigação da Seripa serve para que o órgão possa produzir conhecimento e evitar novos acidentes. Não há prazo para essa apuração se encerrar, mas ela pode levar até um ano, segundo o major:

— A nossa (investigação) é diferente da policial, que vai apurar as causas das mortes. Como o trike é experimental, com guarda exclusiva do proprietário, tudo pode levar mais tempo. Nossa ideia é pensar na prevenção. Também vamos apurar se o piloto tinha habilitação.

 BARÃO, RS, BRASIL, 29/10/2017. Aeronave de pequeno porte (informações preliminares apontariam que é um Trike, uma mistura entre ultraleve e asa-delta) cai próximo a residência na Linha Francesa Alta, em Barão. Os dois tripulantes morreram no local. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Para pilotar esse tipo de aeronave, segundo Sampaio, é preciso ter, pelo menos, habilitação de piloto esportivo, documento aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

— Ainda não se tem ideia do que pode ter acontecido. Ouvi algumas pessoas que estavam no local falando que havia muita cerração no momento do voo. Alguns também falaram que a aeronave estava fazendo um barulho estranho e bem alto. Mas isso ainda é muito inicial, são só relatos de pessoas leigas no assunto — adianta o major.

Rauber e Rockenbach foram velados na capela mortuária de Santa Terezinha, interior de Nova Petrópolis. O sepultamento de ambos ocorre nesta segunda-feira, no cemitério da mesma comunidade. Rauber era natural de Cândido Godoi, trabalhava como metalúrgico em Santa Terezinha, deixa mulher e um filho de dois anos. Rockenbach, nascido em Curitiba (PR), trabalhava como motorista de uma fábrica de cerâmicas em Bom Princípio e deixa mulher e dois filhos adultos.

 

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