"Trata-se de uma excepcionalidade", diz Codeca sobre acúmulo de lixo a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias - Geral - Pioneiro

Meio Ambiente14/09/2017 | 20h02Atualizada em 14/09/2017 | 20h17

"Trata-se de uma excepcionalidade", diz Codeca sobre acúmulo de lixo a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias

Companhia garante que o lixo vem sendo depositado na parte externa da estação de transbordo há apenas dois dias

"Trata-se de uma excepcionalidade", diz Codeca sobre acúmulo de lixo a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
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No final da tarde desta quinta-feira, Amarilda Bortolotto, diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), comentou as denúncias feitas pelas comissõesde Saúde e Meio Ambiente e Legislação e Participação Comunitária da Câmara de Vereadores sobre o acúmulo de lixo a céu aberto na estação de transbordo da empresa, no bairro Cidade Nova. 

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_ Estamos tratando o que houve na estação como uma excepcionalidade _ afirma Amarilda.

Segundo a diretora, a montanha de lixo parado é reflexo de problemas ocorridos com dois caminhões pertencentes à frota, que deixaram de operar há uma semana, causando gargalo na demanda de descarte. Há 15 dias, garante ela, a companhia operava com quatro caminhões. Esses veículos fazem o transporte até o aterro sanitário, no Rincão das Flores, no distrito de Vila Seca, dos resíduos que são levados até a estação pelos caminhões da coleta urbana.

_ Nós precisamos de quatro carretas trabalhando nos três turnos para dar conta da quantidade de lixo, que, normalmente, equivale a quase 400 toneladas diárias de resíduos. Então, devido ao número reduzido de caminhões-transportadores, a capacidade interna foi superada e foi preciso depositar os materiais no pátio da estação _ explicou Felipe Navajas, engenheiro civil e responsável técnico do local.

Ao contrário do que dizem as comissões, Navajas garante que a montanha de lixo presente no pátio não foi depositada há 15 dias.

_ Faz uma semana que sentimos o problema de capacidade, mas a quantidade que tem lá corresponde a dois dias de depósito externo _ afirmou.

Sobre o possível risco de incêndio em razão da produção de gás resultante da decomposição do lixo, a Codeca justifica que, levando em conta o período que os materiais estão a céu aberto, não haveria tempo suficiente para a produção de metano ou de resíduos inflamáveis. 

_ Essa estação está dentro de um aterro sanitário. Então, mesmo que o lixo fique na parte de fora, ele está sendo deixado em um lugar que foi preparado para recebê-lo. Estamos fazendo monitoramento na área e o que está disposto será coberto. A previsão é que até segunda-feira tudo o que está aqui seja transportado até o aterro _ pontua Navajas.

Para dar conta da demanda, a Codeca precisou alterar a logística interna. Com 15 funcionários, foram estabelecidos regimes de horas extras, com trabalhos nos finais de semana. A companhia também conta com o apoio de uma frota de 12 caminhões-caçamba, de porte pequeno, pertencentes ao Departamento de Construção Civil (DCC), para aliviar o gargalo e conduzir o lixo ao aterro. A medida foi pensada para sanar o atual problema, enquanto aguardam o conserto de um dos caminhões prejudicados e um processo de licitação para liberação de outro veículo.

Contatada pelo Pioneiro, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente comunicou que a fiscalização da área é realizada frequentemente por técnicos da pasta, que verificam a execução dos serviços prestados pela Codeca.

_No caso em questão, os técnicos foram até o local e constataram o acúmulo de lixo produzido em cerca de dois dias pela população. Entramos em contato, verbalmente, com a Codeca, a qual tomou providências imediatas no local_ diz a nota enviada à reportagem.

A Secretaria ainda mencionou que foi providenciada a cobertura com lonas plásticas do lixo que vai ficar ao ar livre, para reduzir a produção de chorume. No entanto, quando o Pioneiro esteve na estação, por volta das 15h desta quinta-feira, nenhuma lona foi avistada sobre os resíduos.

A pasta garantiu que a companhia receberá notificação por escrito, solicitando a retirada dos lixos que estão dispostos a céu aberto. O prazo para a regularização é de no máximo dez dias, contados a partir desta sexta-feira.

 

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