Número de mortes no trânsito de Caxias se aproxima do total de óbitos de todo o ano passado - Geral - Pioneiro

Vidas perdidas04/09/2017 | 09h10Atualizada em 04/09/2017 | 09h10

Número de mortes no trânsito de Caxias se aproxima do total de óbitos de todo o ano passado

Das 32 mortes registradas em 2017, 25 vítimas foram homens, cinco mulheres e quatro crianças. Pedestres e motociclistas lideram o triste ranking

Número de mortes no trânsito de Caxias se aproxima do total de óbitos de todo o ano passado Diego Mandarino/Rádio Gaúcha Serra
Foto: Diego Mandarino / Rádio Gaúcha Serra
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A morte do motociclista Caetano Pereira Barbosa, 18 anos, no último sábado, foi o 32º acidente fatal no trânsito de Caxias do Sul em 2017. O número se aproxima do total de óbitos de todo o ano passado, quando 34 pessoas perderam a vida em ruas e rodovias da cidade. 

Do total de mortes neste ano, pedestres e motociclistas lideram o triste ranking, com 12 e 10 óbitos, respectivamente. Nove vítimas eram motoristas e passageiros de carros e uma era ciclista. Doze mortes ocorreram por atropelamento. O índice de pedestres chama a atenção do gerente da Escola Municipal de Trânsito, Carlos Beraldo, por se tratar do público de maior vulnerabilidade. Para ele, esse crescimento é preocupante e reflete o comportamento desequilibrado de condutores e pedestres. 

— Ainda restam quatro meses para o fim do ano. As pessoas precisam se acalmar, ter mais disciplina e respeito pelos seres humanos e pelas leis de trânsito — alerta o gerente da Escola de Trânsito.

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A pressa e o estresse do dia a dia estariam influenciando as pessoas a utilizar o trânsito como válvula de escape para problemas pessoais, na avaliação de Beraldo.

— É naquela fração de segundos em que queremos levar vantagem é que tudo pode acontecer. As pessoas conhecem as regras, mas não as respeitam, sendo que o propósito delas é só um: preservar vidas — complementa.

— Sempre questiono em palestras quantas pessoas utilizam cinto de segurança quando sentam no banco de trás. Cerca de 5% levantam a mão. Pergunto quantos sabem que é necessário usar (cinto de segurança) e todos levantam a mão. Todo mundo enfatiza possuir direitos, mas esquecemos que para tudo funcionar em harmonia precisamos respeitar deveres — ressalta.

Cita também como outro indicativo de irresponsabilidade no trânsito o alto número de condutores que são flagrados sob efeito de álcool em blitze. Na ação mais recente ação da Balada Segura, realizada na sexta, por exemplo, 26 motoristas alcoolizados foram identificados na cidade.

— Todos sabem dos ricos da bebida alcoólica no organismo e todos sabem das proibições. Ainda assim, as pessoas continuam a consumir álcool. Precisamos mudar essa mentalidade, urgente — conclui.

Vidas perdidas no trânsito

Das 32 mortes, 25 vítimas foram homens, cinco mulheres e quatro crianças.

 

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