Memória: Diocese de Caxias do Sul na evolução  - Geral - Pioneiro

Religião08/09/2017 | 08h00Atualizada em 08/09/2017 | 08h00

Memória: Diocese de Caxias do Sul na evolução 

Presença da igreja colaborou no desenvolvimento social da cidade litorânea

Memória: Diocese de Caxias do Sul na evolução  Reprodução/Divulgação
Foto: Reprodução / Divulgação

Torres é reconhecida pelas suas belezas naturais que agregam lugares pitorescos como o Morro das Furnas, Morro do Farol, Parque da Guarita, Lagoa do Violão. A posição geográfica privilegiada com a vizinha Santa Catarina, separada pela mansidão do Rio Mampituba, com seus barcos e pescadores, que imprimem movimentos pictóricos na costa do mar gaúcho.

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Com estas características, associadas ao aprazível trecho de praia, Torres prosperou no setor turístico, atraindo milhares de gaúchos ao longo de sua história. Embora o hábito de frequentar o litoral esteja restrito somente na estação de verão, o caxiense possui uma relação familiar com Torres no empreendedorismo. A família de Guerino Sartori é uma das pioneiras em investir no ramo hoteleiro, há cem anos.

Além disso, evidencia-se a função social da Diocese de Caxias do Sul, responsável pela estruturação do atendimento espiritual não apenas na área urbana, mas com uma atenção especial nos lugarejos distantes.

O jornal Pioneiro, na edição de 26 de março de 1949, em sua primeira matéria sobre Torres, publicou uma reportagem em que o bispo Dom José Barea realizou uma excursão apostólica, identificando as necessidades de Torres e buscando soluções para atender a população esquecida pelos governantes.

Em reportagem fotográfica do padre Rizzieri Delai, Dom José Barea peregrinou em barcos, a cavalo e carro tracionado por bois. Na imagem registrada na década percebe-se a região da rua José Antonio Picoral, local em que instalou-se os primeiros hotéis, nas imediações da histórica Igreja de São Domingos.

Colaboração religiosa permanente

Lagoa do Violão integra os roteiros turísticos de Torres Foto: Reprodução / Divulgação

O comprometimento social da Diocese de Caxias do Sul, estabelecido a partir da década de 1940, acrescentou importantes realizações na vida espiritual de Torres. Naquela época, os padres Jacó Dal Pozzo, Ulderico Dall¿ O, Pedro Casara, e Ângelo Tronca desenvolveram ações voltadas à educação e religiosidade.

Na década de 1950, o trabalho se intensificou no apoio ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. O padre João Gollo, sob a orientação do Bispo Dom Benedito Zorzi, fundou a Rádio Maristela e a igreja Santa Luzia.

Na imagem percebe-se a Lagoa do Violão, local bem visitado por turistas.

Referências históricas 

 Igreja e fluxo turístico fomentaram o crescimento urbano Foto: Reprodução / Divulgação

Em março de 1949, por ocasião da terceira visita de Dom José Barea, Torres possuía em seu município 20 mil habitantes. Severiano Rodrigues da Silva administrava uma comunidade urbana dependente do fluxo turístico.

Naquela época, as linhas temporárias de ônibus entre Caxias e Torres eram operadas pela empresas Expresso Caxiense e Gazzana. Em relato do padre Ângelo Tronca, havia peixes em abundância nos riachos e lagoas e a atividade rural produzia abacaxi. Na imagem, percebe-se a rua José Antonio Picoral, via que dá acesso entre a praia e a Igreja de São Domingos.

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