Mais da metade das escolas registra adesão à greve de professores da rede estadual em Caxias - Geral - Pioneiro

Educação11/09/2017 | 20h56Atualizada em 11/09/2017 | 21h01

Mais da metade das escolas registra adesão à greve de professores da rede estadual em Caxias

Governo promete quitar salários até quarta-feira, mas movimento deve manter paralisação contra possível aprovação de PEC que pretende tirar data fixa para pagamento de salários e 13º

Mais da metade das escolas registra adesão à greve de professores da rede estadual em Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Trinta e duas das 56 escolas estaduais confirmaram paralisação total ou parcial das aulas nesta segunda-feira, em Caxias. O ato é resultado da adesão de professores à greve da categoria, deliberada em todo o Estado na terça-feira da última semana. 

Com isso, 57% das escolas da rede estão com as atividades comprometidas devido à mobilização. O percentual, de acordo com o presidente do 1º núcleo do CPERS, David Carnizella, simboliza uma força que o movimento não registrava há anos na cidade.

— Acredito que nunca tantas escolas aderiram à greve tão cedo como agora. O que precisamos deixar claro aos professores mobilizados é que não estamos apenas protestando contra o parcelamento mais recente e sim com a possibilidade de o governo regulamentar esse tipo de pagamento por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) — ressalta.

Carnizella se refere à PEC 257/2016, que tramita na Assembleia Legislativa e sugere a revogação do artigo 35 da constituição estadual. Caso aprovada a medida, haveria a extinção de uma data fixa para o pagamento mensal e do 13º salário dos servidores públicos do Estado.

Entre as 32 paralisadas, cerca de 20 instituições pararam totalmente. A expectativa do CPERS é de que o movimento aumente ao longo da greve, cujo tempo de duração é indeterminado. Além das 32 escolas de Caxias, uma de São Marcos e duas de Farroupilha também aderiram ao movimento.

A 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), avalia o movimento como legítimo, porém, recomenda que professores grevistas não pressionem docentes que não aderiram à paralisação.

— Precisamos que haja bom senso por parte de quem está paralisado e que respeitem o direto de quem não se juntou à mobilização. Conferimos a legitimidade do movimento e acreditamos que esse alto número de professores que aderiu reflete uma insatisfação geral do momento — afirma a coordenadora de Recursos Humanos da 4ª CRE, Cristina Boeira Fabris.

Estado deve quitar salários amanhã

O governo do estado depositou R$ 400 nesta segunda, e depositará mais R$ 800 nesta terça a servidores com rendimento de até R$ 2 mil, o que equivale a 54% do total do funcionalismo.

A previsão para quitação integral dos salários se mantém para esta quarta.

 

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