Lixo de 15 dias de coleta se acumula a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias - Geral - Pioneiro

Meio Ambiente14/09/2017 | 15h29Atualizada em 14/09/2017 | 18h09

Lixo de 15 dias de coleta se acumula a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias

É a primeira vez que a situação é vista por vizinhos da estação de transbordo

Lixo de 15 dias de coleta se acumula a céu aberto no bairro Cidade Nova em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

 Uma verdadeira montanha de lixo está acumulada a céu aberto na estação de transbordo da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) nas proximidades do bairro Cidade Nova. A estimativa das comissões de Saúde e Meio Ambiente e de Legislação Participativa e Comunitária da Câmara de Vereadores, que visitaram o local na quarta-feira, é que o equivalente a 80 caminhões de resíduos, resultado de 15 dias de coleta, está exposto na parte externa da estação quando deveria ter sido levado até o aterro sanitário no Rincão das Flores, na região do Apanhador. Além disso, a área coberta está praticamente transbordando de tanto material acumulado. A legislação exige que o espaço seja coberto, tenha piso impermeável e uma série de outros requisitos.

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Até há alguns meses, quatro carretas se revezavam dia e noite para levar o lixo até o aterro, na localidade de Apanhador, a cerca de 40 quilômetros do centro de Caxias. Informações extraoficiais indicam que apenas uma dessas carretas está operando. Ainda na gestão de Alceu Barbosa Velho, um dos veículos foi tirado da operação. Neste ano, outro veículo tombou quando manobrava no aterro e teve perda total. Uma terceira carreta estaria estragada. A reportagem descobriu também que o problema pode estar ligado à redução de horas extras e da equipe que trabalha no local. 

— Não damos conta do trabalho. Nunca chegou nesse ponto — admite um dos servidores da Codeca.

O resultado desse acúmulo incorreto de lixo é o risco à saúde pública. É possível sentir o cheiro forte no local - em determinado ponto, é tão intenso que pode causar náuseas. Um vizinho que mora na região há seis anos diz que esta é a primeira vez que presencia uma extensão tão grande e visível de lixo ao redor do pavilhão.

— Ontem, eu só vi um caminhão saindo às 17h. Está muito mais calmo o fluxo deles — observa.

O caso descoberto pelos vereadores foi exposto em plenário nesta quarta-feira. A comitiva avalia a situação como um grande desastre ambiental, com mau cheiro e proliferação de mosquitos. A nota divulgada pelo vereador Adiló Didomênico (PTB) chama a atenção também para a possibilidade de chuva ou fogo, ameaçando comunidades mais próximas.

A Codeca ainda não se manifestou ao Jornal Pioneiro.

 

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