Emissão do Cartão SUS em Caxias tem filas de mais de duas horas - Geral - Pioneiro

Serviço Público14/09/2017 | 08h00Atualizada em 14/09/2017 | 09h50

Emissão do Cartão SUS em Caxias tem filas de mais de duas horas

Instabilidade no sistema do governo federal e alta procura provocam longa espera por atendimento

Há cerca de um mês, o setor de confecção de cartões do Sistema Único de Saúde (SUS), em Caxias do Sul, registra lotação e demora no atendimento. Atualmente, o tempo de espera para cada usuário ser atendido chega a duas horas e meia, de acordo com estimativa da prefeitura, o que exige paciência _ há relatos que essa espera passa de três horas.

Os transtornos começaram a ser registrados no mês passado, motivados por um problema no sistema de cadastro do governo federal. Outro agravante foi a confusão por parte da população sobre a renovação do cartão. Houve um chamamento para que mulheres que possuem cartões sem o dígito 7 no início da numeração fizessem a atualização do cadastro. Muita gente entendeu que a exigência era para toda a população, o que gerou a alta procura. 

— Caso o cadastro esteja desatualizado, algumas mulheres podem ter problemas no momento de realizar os exames de mama e preventivo citopatológico. As demais pessoas, especialmente crianças e homens, podem esperar e passar pela renovação gradativamente — orienta o coordenador do setor de confecção do cartão SUS, Jonatan Lima Souza..

Em agosto, a espera dos usuários chegava a até quatro horas, tempo que reduziu em setembro, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Apesar da redução, ainda não há expectativa de quando o reparo no banco de dados do governo federal será realizado. Com isso, a lentidão do serviço prossegue e não previsão do serviço voltar à normalidade.

— Levamos em torno de cinco minutos para cadastrar os usuários, antes levávamos três. Esse problema tornou o sistema instável e, eventualmente, precisamos refazer todo o procedimento, e os cinco minutos, muitas vezes, multiplicam-se e tornam-se 20 minutos —explica Souza 

O coordenador do serviço reitera que uma único usuário pode cadastrar várias pessoas num único atendimento, contanto que seja levada a documentação correta de todos. 

— Há bastante desinformação. As pessoas muitas vezes aguardam um longo tempo e trazem os documentos errados, o que impossibilita de completarmos o cadastro — complementa.

No último levantamento, em agosto, a secretaria distribuiu uma média diária de 400 senhas e confeccionou mais de 9,1 mil cartões SUS ao longo do mês.

FIQUE ATENTO

Onde fazer

A emissão do cartão SUS só é possível por meio do setor de confecção, no 3º andar da sede da Secretaria da Saúde (junto ao Postão 24 Horas, na Rua Marechal Floriano, nº 421). O horário de atendimento é das 8h às 13h. Importante: a secretaria alerta que a emissão de cartões não está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs).

Para a emitir o cartão, é necessário levar

:: Documento de identificação: carteira de identidade ou carteira de habilitação ou certidão de nascimento

:: CPF

:: Comprovante de endereço: as opções são variadas. Pode ser conta de água, luz ou telefone fixo. Também vale carteira de trabalho assinada por empresa instalada em Caxias do Sul ou título eleitoral (transferidos após três meses). O setor também aceita comprovante de matrícula do usuário em instituição de ensino. Em caso de menor de idade, é necessário levar, além da matrícula, o documento de identificação da criança ou adolescente.

CRISE

Outro fator que ampliou a alta procura pelos cartões do SUS é a migração de boa parte da população dos planos de saúde para o atendimento público em razão da crise econômica

Prefeitura espera agilizar atendimentos

Expressões de tédio, cansaço e irritação são comuns nos rostos de dezenas de pessoas que lotam diariamente o espaço destinado para a confecção do cartão do SUS. Ontem, sem saber do tempo médio de espera por atendimento, a operadora de caixa Daiane Soares, que acompanhava o marido, estava preocupada com a possibilidade de atrasar a ida dos filhos para a escola. Ela chegou no setor por volta das 10h e disse que só foi atendida por volta das 13h.

— Há poucas atendentes pra muita gente. Só permanecemos (esperando) porque precisamos realmente — comenta.

Já a auxiliar geral Marilene Dutra tentava pela segunda vez obter o cartão. Na primeira oportunidade, ela disse ter esperado cerca de três horas. As senhas foram todas distribuídas, mas ela saiu sem ser atendida. Por esse motivo, retornou ontem pela manhã, logo cedo. Por morar no bairro Iracema, ela salienta que a longa distância até o Centro é ainda um transtorno adicional.

— É complicado. Imagina quantas dessas pessoas tiveram que perder ou cancelar seus compromissos? — indaga.

Embora não cite detalhes, o coordenador do setor, Jonatan Lima Souza, garante que estão sendo planejadas formas para agilizar o serviço:

— Além de aguardarmos o reparo do sistema por parte do governo federal, a partir de outubro pretendemos executar um novo método para dar maior celeridade ao procedimento.

Atualmente, três estagiários e três servidores trabalham em seis guichês de atendimento.

 

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