Depois de incêndio, direção da Marcopolo, em Caxias, se reúne para decidir próximos passos - Geral - Pioneiro

Serra04/09/2017 | 10h01Atualizada em 04/09/2017 | 13h21

Depois de incêndio, direção da Marcopolo, em Caxias, se reúne para decidir próximos passos

Cerca de 900 pessoas trabalhavam na área que foi consumida pelas chamas. Perícia está no local para  apurar as causas do estrago

Depois de incêndio, direção da Marcopolo, em Caxias, se reúne para decidir próximos passos Carolina Klóss/Agencia RBS
Foto: Carolina Klóss / Agencia RBS

O clima era de muita tristeza na manhã desta segunda-feira na unidade da Marcopolo de Ana Rech, em Caxias do Sul. No dia seguinte ao incêndio que consumiu um dos prédios da empresa, a maior fabricante de ônibus da América Latina, muitos funcionários chegaram desolados ao local de trabalho.

No domingo à tarde, por volta das 15h30min, um incêndio destruiu uma das principais áreas da fábrica. Cerca de 24 mil metros quadrados foram atingidos. Ninguém ficou ferido. Ainda na manhã desta segunda, as mangueiras utilizadas pelos bombeiros para combater o incêndio podiam ser vistas no chão. 

Os bombeiros ainda mantêm um caminhão no pátio da empresa por precaução. De acordo com a corporação, durante a noite não houve novos focos de incêndio.

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Conforme o diretor de Recursos Humanos da empresa, Thiago Deiro, componentes da frente, traseira e teto dos ônibus eram fabricados na unidade que pegou fogo. 

Nesta segunda, a empresa dispensou os funcionários de quatro setores de dois turnos, mas muitos foram até a empresa para ver a destruição ou conseguir mais informações sobre o sinistro. Alguns trabalhadores que chegaram por volta das 8h30min não quiseram falar com a imprensa. Muitos se mostravam abalados.

A direção da empresa deve ficar reunida boa parte do dia na unidade de Ana Rech. Uma equipe da fábrica chegou ao local ainda no início da manhã para fazer a contagem de peças, o que poderá dar uma dimensão do tamanho do estrago.

A Polícia Civil, bombeiros e funcionários da Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) também foram até a empresa para o processo de perícia. 

Os funcionários que trabalhavam no setor queimado, cerca de 900, foram liberados nesta segunda, mas a direção da empresa ainda não sabe se o trabalho deve recomeçar nesta semana.

Somente após um primeiro levantamento de estoque será possível afirmar quando os funcionários devem voltar ao trabalho. Um novo comunicado deve ser divulgado no final da tarde desta segunda-feira. 

Ainda no domingo, a Marcopolo informou que o incêndio atingiu sua principal operação de produção de carroçarias de ônibus. Como há vendas já realizadas e a produção não pode parar, a empresa estuda utilizar fornecedores parceiros - em Caxias e região – e a fábrica da Marcopolo no Rio de Janeiro, que também tem uma unidade de plásticos. Um dos mais antigos executivos da Marcopolo, José Antonio Fernandes Martins explicou que há um estoque das peças que são usadas para fabricar ônibus. Enquanto durar o estoque, a produção dos veículos não para, garantiu o empresário em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.

Somente a unidade de Ana Rech é responsável por produzir 18 ônibus diariamente. As atividades da Marcopolo movimentam uma cadeia de aproximadamente 35 mil pessoas.

— Esse incêndio mexeu e mexerá com muita gente. Há muitas pessoas envolvidas com o trabalho realizado aqui dentro. Estamos já tratando como agir da melhor forma com todos os nossos colaboradores e fornecedores. 900 pessoas trabalhavam nesse prédio que foi queimado, eles precisam de uma resposta — afirma André Oliveira, coordenador de marketing da Marcopolo, dizendo ainda que a estrutura atingida será reerguida.

 

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