Danos causados por vazamento de óleo no Rio das Antas ainda serão avaliados pela Fepam - Geral - Pioneiro

Acidente com morte21/09/2017 | 15h28Atualizada em 21/09/2017 | 16h58

Danos causados por vazamento de óleo no Rio das Antas ainda serão avaliados pela Fepam

Barreiras de contenção foram instaladas na água para conter substância tóxica

Danos causados por vazamento de óleo no Rio das Antas ainda serão avaliados pela Fepam Roni Rigon/Agencia RBS
Trinta mil litros vazaram de caminhão na manhã de quarta-feira. Condutor do veículo morreu antes de receber socorro Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Barreiras foram instaladas no Rio das Antas, entre Flores da Cunha e Antônio Prado, para conter o vazamento do óleo de um caminhão envolvido num acidente com morte na ERS-122. A medida foi adotada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), depois que 30 mil litros da substância escorreram pela pista com o tombamento do veículo conduzido por Marco Antônio Lacerda, 55 anos, na manhã de quarta-feira. Antes de virar sobre a rodovia, o veículo bateu contra um paredão. O caminhoneiro morreu antes de receber socorro.

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Segundo a Fepam, os danos ambientais estão sendo avaliados. Inicialmente, havia sido divulgado que o caminhão transportava asfalto líquido, mas o órgão ambiental confirmou que trata-se de óleo usado como combustível de fornos e caldeiras industriais. Levantamento preliminar indica que boa parte do material tóxico ficou pela rodovia e foi contida na valeta da pista, segundo informações da chefe da divisão de Poluição Industrial da Fepam, Fabiani Vitt.  Contudo, não há como precisar qual o volume que escorreu para a foz do Rio São Marcos, que desemboca no Rio das Antas. 

Nesta quinta-feira, equipes em dois barcos percorreram o Rio das Antas para a instalar as barreiras de contenção. Posteriormente, o óleo será retirado da água, conforme a Fepam. Até o início da tarde desta quinta-feira, quase toda a substância já havia sido removida da rodovia. 

O acidente que matou o caminhoneiro ocorreu numa curva no Km 108 da ERS-122, próximo da ponte sobre o Rio das Antas, no sentido Flores da Cunha-Antônio Prado. Segundo a delegada responsável pela investigação, Aline Martinelli, somente a perícia poderá determinar se houve falha mecânica. A princípio, Lacerda pode não ter vencido a curva e perdeu o controle do caminhão. 

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) avaliará se há necessidade de incrementar a sinalização do trecho para alertar sobre os riscos daquele trecho da ERS-122, formado por descidas íngremes, curvas acentuadas e penhascos.

 

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