Após sobreviver ao furacão Irma, família chega em Caxias do Sul - Geral - Pioneiro

Final feliz15/09/2017 | 19h24Atualizada em 15/09/2017 | 20h15

Após sobreviver ao furacão Irma, família chega em Caxias do Sul

Viagem de retorno ao Brasil iniciou ainda no domingo

Após sobreviver ao furacão Irma, família chega em Caxias do Sul Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Mariana Fischer Costa estava em férias com o esposo e a filha Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
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A família da médica Mariana Fischer Costa, 33 anos, comemorou o retorno dela ao Brasil nesta sexta-feira. Ela, o marido Rafael Forno e a filha Giovanna, três anos, vivenciaram a passagem do furacão Irma por Saint Martin, no Caribe, no dia 5 de setembro. A luta por sobrevivência e o carinho de amigos estão entre as principais lembranças do período longe de casa. 

– Eu abri meu WhatsApp e tinha umas duas mil mensagens de pessoas me desejando boa sorte e dizendo que estava rezando e torcendo por mim. Não sei como agradecer a todos. Eu literalmente sonhava com o momento em que entraria em casa de novo, se é que eu poderia ver minha casa de novo – conta, emocionada.

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Mariana mora em Novo Hamburgo, mas tem familiares em Caxias do Sul, onde chegou pouco depois das 18h. A sequência de voos para conseguir voltar ao Brasil começou ainda no domingo, dia 10,  quando os três voaram até a ilha de Martinica, também no Caribe. De lá, houve escalas em Guadalupe, Santo Domingo, Panamá e Brasília, até aterrissar em Porto Alegre na sexta-feira. 

– O cenário de destruição é muito angustiante. E quando falamos em sobrevivência, é de verdade, porque não sabíamos o que iríamos beber, comer, onde iríamos ficar. Foi um caos terrível – descreve.

A médica brinca que poucas vezes foi tão bem recebida em casa pela família:

– Eles quase me esmagaram de tanto que me abraçaram. Está todo mundo aliviado.

Mariana, grávida de quatro meses, e a família voltariam ao Brasil no sábado, dia 9, mas acabaram surpreendidos pelo furacão que atingiu a ilha dias antes. O contato com o Brasil foi remoto, o que tornou a situação mais complicada. Além do trio, o grupo de dança farroupilhense Fêmina Escola de Dança que fez uma apresentação no Parque da Disney, em Orlando, também enfrentou dificuldades para retornar. Os gêmeos caxienses Augusto e Antônio Dartora De Martini, 14 anos, e a mãe Talu Andréa De Martini, que desde janeiro moram em Bradenton, na Flórida, precisaram buscar refúgio num alojamento na cidade da Costa Oeste americana.

 

 

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