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Turismo18/08/2017 | 14h40Atualizada em 18/08/2017 | 14h40

Memória: Hotel Sartori na década de 1940

O estabelecimento estava localizado na Rua José Antonio Picoral, cuja área nobre atraiu uma forte urbanização de Torres no passado

Memória: Hotel Sartori na década de 1940 Foto Feltes/Divulgação
Foto: Foto Feltes / Divulgação

O desenvolvimento turístico e hoteleiro de Torres recebeu investimento do caxiense Guerino Sartori. O livro Crônicas das Famílias Longhi e Frantz e Sua Parentela em Caxias do Sul, Brasil; Estórias e Histórias-Vol. 1, escrito por Ricardo Frantz, esclarece fatos históricos do Hotel Sartori amparados por referências documentais. Conforme o pesquisador Ricardo Frantz, Guerino Sartori (20/06/1873-21/07/1951) era filho de Salvador Sartori, italiano que integrou a 1ª Junta Governativa de Caxias do Sul.

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O comerciante Guerino Sartori, antes de se mudar para Torres, tinha um armazém em São Francisco de Paula. Casou-se com Santina Amoretti e tiveram teve quatro filhos: Cirilo, Nicolau e as meninas Cláudia e Amélia, que viriam se casar com os irmãos José e Vitório Corsetti respectivamente, administradores da empresa Produtos Alimentícios Corsetti, de Caxias do Sul.

Conforme o médico Carlos Sartori, 74 anos, filho de Cirilo Sartori, a história do hotel remonta ao ano de 1914. O estabelecimento estava localizado na Rua José Antonio Picoral, cuja área nobre atraiu uma forte urbanização de Torres no passado. As compilações documentais realizadas pelo pesquisador Frantz confirmam que o hotel recepcionou emblemáticas reuniões políticas, sociais e empresariais no passado.

O economista caxiense Mário Alberto Amoretti, 74, sobrinho de Guerino Sartori, recorda que seu irmão Arnaldo Amoretti mudou-se para Torres ainda na juventude e trabalhou no hotel. Na imagem principal, vê-se o saudoso Hotel Sartori por volta de 1946. Hoje, o personagem Cirilo Sartori, filho de Guerino, que assumiu a administração do estabelecimento, entre 1930 a 1970, denomina a rua lateral do antigo hotel da família Sartori. 

E na década de 1950...

Foto: Foto Feltes / Divulgação

A história que envolve o Hotel Sartori é repleta de fatos que envolvem turistas, visitantes, políticos empresários e escritores.

O empresário caxiense Henrique Grossi, 86 anos, hospedou-se no hotel e recorda da finesse com que Cirilo tratava as pessoas. Mário Alberto Amoretti, veranista de Torres, acentua que o hotel atendia as excursões promovidas pelo Sesc. Distante a duas quadras do mar, próximo ao trecho identificado como Prainha, o estabelecimento propiciava aos hóspedes a comodidade de uma caminhada curta para usufruir os banhos de mar ou passeios pelo calçadão. Neste contexto, vale acrescentar a vizinhança com a histórica igreja de São Domingos.

O médico Carlos Sartori esclarece que seu pai Cirilo Romeu Sartori nasceu no dia 10 de fevereiro de 1908 e faleceu em 28 de novembro de 1970. O hotel encerrou suas atividades em 1984. Em seguida, o espaço foi alugado para um restaurante. Há cerca de 10 anos, um moderno prédio foi construído no local.

Nas imagens aqui reproduzidas, percebe-se o prédio com a parte frontal de dois pisos e, em anexo, o bloco com os quartos e a varanda. Na década de 1960, houve uma reforma que ampliou o número de quartos.

O livro Torres de Antigamente, escrito pelo médico caxiense Eduardo Festugato, registrou a saga da família Sartori, em depoimento de Amélia Sartori Corsetti. Hoje, o Museu Municipal de Torres realiza um trabalho criterioso de catalogação, coordenado por Alexandre Cardoso Rodrigues. 

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