Memória: A Brasdiesel na história caxiense - Geral - Pioneiro

Mercado automotivo30/08/2017 | 09h34Atualizada em 30/08/2017 | 11h04

Memória: A Brasdiesel na história caxiense

Empresa adotou a filosofia de atender bem o cliente

Memória: A Brasdiesel na história caxiense José Ferreira Machado/Agencia RBS
Foto: José Ferreira Machado / Agencia RBS

Caxias do Sul consolidou-se como um dos principais mercados automotivos do país. Historicamente, além de sediar concessionárias de marcas famosas, também ocupou espaços produzindo peças, veículos e implementos rodoviários. Hoje, Randon, Marcopolo, Neobus, Agrale e Fras-le são alguns exemplos de marcas tradicionais que impulsionam a economia e são referências em organização.

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Dentro desse contexto, evidencia-se a concessionária Brasdiesel, constituída em 9 de setembro de 1957, que especializou-se em comercializar os caminhões Scania-Vabis, cuja matriz está sediada na Suécia.

A Brasdiesel adotou uma filosofia de atender bem o cliente, atitude que resultou numa forte credibilidade no mercado rodoviário. O atendimento conceitual, com peças originais, e uma oficina de manutenção conduzida por mecânicos altamente qualificados são as virtudes de uma parceria exitosa entre as empresas sueca e caxiense. O primeiro prédio da Brasdiesel, inaugurado em junho de 1962, evidenciava-se por uma arquitetura luxuosa.

O caminhão Scania era reconhecido como o Rei da Estrada. Na Brasdiesel, motoristas e clientes também eram tratados como reis. Na imagem acima, percebe-se um caminhão Scania, representando a Brasdiesel na Semana da Pátria de 1977. A carreta com uma câmara fria é um produto da caxiense Randon.

Caminhão em 100 parcelas

Aquisição dos caminhões era facilitada em 1966, como mostra esse anúncio publicado no jornal Pioneiro Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O caminhão Scania–Vabis transformou-se num ícone pelas estradas brasileiras. Na década de 1960, o veículo já era montado no país. O modelo L-76, lançado em 1963, era ovacionado como o Rei da Estrada, e também era tido como o mais poderoso caminhão em disposição do mercado. Com motor a diesel, chassi reforçado, arranque rápido e freio motor, o caminhão aceitava diferentes tipos de carrocerias.

Segundo anúncio da Brasdiesel publicado no Pioneiro em janeiro de 1966, na época o caminhão Scania poderia ser adquirido pelo parcelamento em 100 prestações iguais, de 459 mil cruzeiros por mês.

 Qualidade e durabilidade do Scania

A tecnologia desenvolvida pela sueca Scania-Vabis confirma-se no tempo. Ainda hoje, depois de profundos avanços tecnológicos e da informática, é comum presenciar Scanias fabricados na década de 1970 rodando pelas estradas.

Em Caxias do Sul, é possível ver um modelo 111, produzido em 1978 (foto abaixo), sendo conduzido por Moacir José Echer , 59 anos. O motorista diz que adquiriu o caminhão usado em 1980. Com esse Scania, viajou para todos os Estados brasileiros. Com exceção do motor e da caixa, Echer faz os pequenos reparos, como trocar graxeiras do cardã, enquanto espera a carga numa empresa caxiense. 


O modelo, com o qual Echer trabalha há mais de 35 anos, tem a emblemática cor laranja e preserva na lateral do capô do motor um emblema que indica que o caminhão foi comercializado pela Brasdiesel.

Atualmente, o boletim Brasdiesel exibe fotografias antigas de modelos de Scania, enaltecendo a história desses caminhões.

O modelo 111 S, dirigido há mais de 35 anos por Moacir José Echer, está composto por uma carroceria abertura da Randon Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

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