Hospital Virvi Ramos, em Caxias, recebe vistoria do Ministério Público do Trabalho  - Geral - Pioneiro

Fiscalização23/08/2017 | 10h27Atualizada em 23/08/2017 | 10h27

Hospital Virvi Ramos, em Caxias, recebe vistoria do Ministério Público do Trabalho 

Ação, que ocorre desde 2016, já fiscalizou diversas instituições de saúde do Estado

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Desde a manhã de terça-feira, servidores do Ministério Público do Trabalho (MPT) averiguam as condições de saúde e segurança dos funcionários do Hospital Virvi Ramos, em Caxias do Sul. A ação integra a sétima operação de força-tarefa do projeto de regularização do ambiente de trabalho realizada pelo MPT. 

Há pouco mais de um ano, o órgão já esteve em diversas instituições de saúde gaúchas, como os hospitais Mãe de Deus e Conceição, em Porto Alegre, Unimed, em Caxias do Sul, e Tacchini, em Bento Gonçalves. Os estabelecimentos foram escolhidos em função de serem referência e também pelo alto índice de reclamações direcionadas ao MPT.

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No Virvi, que tem aproximadamente 480 trabalhadores, a fiscalização foi dividida por etapas: ergonomia, saúde do trabalhador, dimensionamento de pessoal, segurança e habilitação, além de responsabilidade profissional. O resultado da vistoria deve ser entregue para a empresa na sexta-feira, dia em que a inspeção será finalizada. 

Em 2016, a operação notificou seis hospitais do Estado que apresentavam situações de perigo aos trabalhadores. Em todos os casos, as empresas tiveram prazos de até 90 dias para realizar as adequações. Na ocasião, grande parte das irregularidades encontradas nas instituições dizia respeito a falhas de gestão, já que os problemas, na visão do MPT, poderiam ter sido resolvidos sem a intervenção do Ministério. 

No Hospital Unimed, por exemplo, a ação interditou uma máquina lavadora por causar risco iminente de acidente de trabalho. As ações também apontaram falhas na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e no Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMET) em algumas instituições. 

Ao todo, o projeto já contabiliza 436 irregularidades trabalhistas encontradas em hospitais gaúchos. As instituições são obrigadas a comprovar as melhorias dos itens entregando relatórios mensais, caso contrário podem sofrer pena de responsabilização civil e criminal.

 

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