Terreno de ginásio foi devolvido, mas com moradores em Caxias do Sul - Geral - Pioneiro

Patrimônio público21/07/2017 | 09h32Atualizada em 21/07/2017 | 09h32

Terreno de ginásio foi devolvido, mas com moradores em Caxias do Sul

Homem diz que foi convidado a morar no local para cuidar de área

Terreno de ginásio foi devolvido, mas com moradores em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Família foi notificada pela prefeitura para deixar casa, ao lado do ginásio, que ocupa já mais de 20 anos no Pio X Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

<< LEIA MAIS: Imóveis públicos estão cedidos a terceiros sem qualquer contrato ou aluguel em Caxias do Sul

Em 1986, o Clube Vasco da Gama foi autorizado pela prefeitura a construir um ginásio num terreno público no bairro Pio X. Durante todo esse tempo, a manutenção do espaço era de responsabilidade apenas da administração do clube. Ou seja, a instituição tinha autonomia para mexer nos mais de 6 mil metros quadrados de terra sem precisar de autorização. O clube ocupou parte do terreno com uma quadra de esportes, construiu uma casa e cedia o local para eventos.

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Em 2014, a prefeitura voltou a administrar o espaço na Rua José Soares de Oliveira e recebeu o ginásio, que vem sendo usado atualmente para jogos do Caxias do Sul Basquete e para atividades da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer (Smel). Também veio de lambuja uma casa construída no mesmo terreno e ocupada por uma família. Com a justificativa de que estão protegendo o patrimônio, os moradores não pagam aluguel e nem água: são 26 anos sem a cobrança de qualquer taxa. A queixa do responsável pela moradia, que na época foi contratado pelo Vasco, é de que durante todo esse tempo também não houve qualquer pagamento de salário pelo serviço prestado.

Com o fim do contrato, a casa em que o homem vive com a família deveria ter sido desocupada ainda no ano passado. Porém, sem qualquer respaldo do poder público, ele se recusa a deixar o imóvel. O impasse, de acordo com o morador do imóvel, Luis Carlos Rodrigues, já está na Justiça. A prefeitura já notificou os moradores para que saiam da moradia. 

— No ano passado, a prefeitura até me procurou para oferecer um terreno legalizado, mas ficou na promessa. Não ganhei terreno e ainda estão querendo me chutar daqui. Dediquei anos protegendo o lugar e agora tenho que sair sem nada. Isso não está certo — reclama Rodrigues.

 
 

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