Achar bilhete premiado que foi perdido em Caxias do Sul não é garantia para receber os quase R$ 3 milhões - Geral - Pioneiro

Sorte e azar15/07/2017 | 09h02Atualizada em 15/07/2017 | 09h02

Achar bilhete premiado que foi perdido em Caxias do Sul não é garantia para receber os quase R$ 3 milhões

Apostador que teria acertado sozinho as dezenas jogou o bilhete no lixo e só se deu conta uma semana depois

Achar bilhete premiado que foi perdido em Caxias do Sul não é garantia para receber os quase R$ 3 milhões Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A perda do bilhete premiado de um apostador de Caxias do Sul, que teria acertado sozinho os cinco números do concurso 4417 da Quina, tem ganhado repercussão nas redes sociais. É que o homem jogou o comprovante no lixo ao conferir as dezenas de outro sorteio: técnico em manutenção de uma empresa da cidade, o rapaz de 34 não checou o número do concurso, lamentou não ter acertado e descartou o bilhete. Porém, caso o documento seja encontrado, o apostador ainda pode ter esperança de receber a bolada. 

Isso porque, mesmo que a Caixa Econômica Federal afirme que o prêmio de quase R$ 3 milhões somente será entregue para a pessoa que tiver em mãos o comprovante original, o advogado Rudimar Luis Brogliato, que atua na área do Direito Civil em Caxias, faz uma ressalva: como o morador da cidade já manifestou ser dono do bilhete premiado, quem achar o documento vai precisar comprovar a origem da aposta. Conforme o advogado, é crime se apropriar de algo que não lhe pertence. Mas, para o dono da aposta receber o valor, ele vai precisar entrar com uma ação judicial contra a pessoa que encontrar o bilhete.

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— Caso outra pessoa resgate o prêmio, há formas de o possível dono do bilhete, este que declarou publicamente ser o ganhador, reaver o valor. A lei diz que para ganhar algo é preciso ter uma contrapartida, ou seja, para ganhar um prêmio você precisa ter contribuído com alguma quantia. É neste momento que o "achador" do bilhete premiado pode se complicar — explica.

A fidelidade do morador de Caxias à lotérica Zebrão, que há 12 anos faz apostas diárias no local, também pode ser um forte elemento utilizado no resgate do prêmio. Isso porque, por mais que o comprovante esteja nas mãos de outra pessoa, a Justiça leva em consideração todo tipo de prova antes de dar a sentença final.

— Imagens de câmeras de segurança, relatos das funcionárias da lotérica, o horário em que foi feita a aposta ganhadora, até mesmo a quantidade de comprovantes de outras apostas servem como elementos para comprovar a assiduidade do apostador — afirma o advogado.

Desde o começo da semana, a gerente da lotérica onde foi feita a aposta, Juliana Ziliotto, 29 , tenta encontrar uma forma de ajudar o cliente. Ela entrou em contato com a Caixa, mas também não conseguiu informações sobre o horário em que o bilhete foi registrado ou em qual máquina. 

— Tentamos de várias maneiras, mas é difícil conseguir confirmar qual o bilhete sorteado, porque os números não ficam salvos e nem temos como tirar segunda via. As nossas câmeras registram apenas a movimentação. Se soubéssemos o horário em que a aposta ganhadora foi feita, teríamos como confirmar que foi ele o ganhador — conta.

A mulher também lamenta a perda do documento.

— Não é qualquer prêmio. Quase que diariamente entregamos prêmios pequenos, mas uma quantia assim é a primeira vez. Foi sorte e azar ao mesmo tempo. Algo que dificilmente vai acontecer de novo — lamenta.

 
 

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