Farroupilha tem mais de 300 famílias morando em áreas invadidas  - Geral - Pioneiro

Habitação23/06/2017 | 14h01Atualizada em 23/06/2017 | 14h01

Farroupilha tem mais de 300 famílias morando em áreas invadidas 

Ocupações irregulares aumentaram no segundo semestre de 2016 

Farroupilha tem mais de 300 famílias morando em áreas invadidas  Prefeitura de Farroupilha / Divulgação/Divulgação
Foto: Prefeitura de Farroupilha / Divulgação / Divulgação

Em Farroupilha, a intensificação de ocupações no segundo semestre do ano passado e no início de 2017 preocupa a prefeitura. No bairro Industrial, 200 famílias estão instaladas irregularmente na Avenida das Indústrias. O município entrou com uma ação de reintegração de posse. O local se trata de uma Área de Preservação Permanente (APP) e também integra faixa de domínio de empresas de energia elétrica, conforme a prefeitura. As informações são da Gaúcha Serra.

Outros pontos que têm sido alvo de invasões ficam ao longo da antiga linha férrea, em diversas comunidades. Segundo a administração municipal, são cerca de 100 famílias nesses pontos. Próximo à barragem da Corsan da Linha Julieta, também tem outras 30 unidades irregulares.

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A secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, Maria da Glória Menegotto, diz que adotou uma política de "tolerância zero" para evitar novas ocupações. De acordo com ela, a situação se agravou no segundo semestre do ano passado. A avaliação é que isso ocorreu por conta da falta de monitoramento. Por isso, a Secretaria contratou um serviço particular para fazer rondas. Caso novas invasões sejam identificadas, equipes da prefeitura e a Brigada Militar são acionadas para intervir. 

Na semana passada, duas tentativas de invasão foram frustradas. Em uma delas, o morador disse às equipes que adquiriu o terreno por R$ 6.500. Por isso, a prefeitura emitiu uma nota explicando que a venda dessas áreas é crime e que o comprador contribui para a ilegalidade. Além disso, alerta que empresas que constroem ou fazem melhorias no terreno sem autorização da prefeitura também podem ser punidas.

Conforme a Secretaria da Habitação, Farroupilha tem hoje 2.500 famílias cadastradas no aguardo por unidades habitacionais. Glória diz que projetos tramitam internamente para reduzir o déficit, mas não tem prazo para começar a oferecer opções à comunidade.

 

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