Família de menino morto por atropelamento em Caxias quer justiça - Geral - Pioneiro

Ocorrência17/06/2017 | 14h42Atualizada em 17/06/2017 | 15h09

Família de menino morto por atropelamento em Caxias quer justiça

Motorista não prestou socorro. Um caminhoneiro se apresentou na delegacia negando autoria

Família de menino morto por atropelamento em Caxias quer justiça Reprodução Facebook / Divulgação/Divulgação
O menino frequentava o terceiro ano do Colegio Estadual Imigrante  Foto: Reprodução Facebook / Divulgação / Divulgação


Enquanto a Delegacia de Trânsito encaminhará na próxima semana a investigação que deve apontar como foi o acidente que tirou a vida do pequeno Erick Jorge Vian da Rosa, de oito anos, a família vive o luto e ressalta o desejo de justiça. O atropelamento ocorreu na tarde da sexta-feira em Caxias do Sul, no bairro Cruzeiro.

Ele estava na Rua Luiz Michelon, esquina com a Rua Avelino Avrela, quando estaria atravessando a rua e foi atingido pelo caminhão. O motorista não prestou socorro. Erick chegou a ser encaminhado ao Hospital Geral, mas não resistiu aos ferimentos. O velório ocorre neste sábado na igreja Santos Anjos, no bairro Bela Vista.

A família do menino mora na Luiz Michelon, quase ao lado de onde aconteceu o acidente. Erick estaria voltando sozinho de um salão, onde foi cortar o cabelo. Câmeras de monitoramento de um comércio que fica na frente do cenário do acidente flagraram as imagens, que já foram entregues à polícia. 

— Eu só quero justiça, e eu vou lutar até o fim, em nome do meu filho — resumiu a mãe do menino, a instrutora de auto-escola Juliane do Rosario Vian.

O menino frequentava o terceiro ano do Colegio Estadual Imigrante e era apaixonado por futebol. Sempre ao lado do melhor amigo, o primo Cauã, de 10 anos, acompanhava os jogos do Grêmio e sonhava em ser jogador profissional. Era descrito pelos vizinhos como um menino carinhoso e educado. 

— Eu estava em casa, descansando, quando me avisaram do acidente. Moro quase ao lado de onde ele foi atropelado. O que nos deixa indignados é que ele não prestou socorro. Fatalidades acontecem, mas ele sequer parou para ajudar — desabafa a tia do menino, Jules do Rosário Vian.

O corpo será enterrado no Cemitério da Comunidade de Santa Lucia da 9ª Légua no fim da tarde deste sábado.

Imagens já estão com a polícia

O caso que será investigado pela Delegacia de Trânsito terá como suporte as imagens da câmera de segurança de um comércio na Luiz Michelon. A equipe deste estabelecimento preferiu não falar com o Pioneiro. Na tarde de ontem, um caminhoneiro se apresentou no plantão da delegacia para comunicar que não era o responsável pelo atropelamento.

Ele teria trafegado pela Luiz Michelon naquele horário e moradores associaram o caminhão conduzido por ele ao envolvido na ocorrência. Segundo o registro policial, o homem teria recebido duas ligações de proprietários da transportadora onde trabalha questionando sobre o atropelamento. Por isso, ele voltou ao local do acidente e conversou com funcionários de uma loja que confirmaram que uma criança morreu naquele ponto. Os funcionários confirmaram que o caminhoneiro era o principal suspeito.

No entanto, ele reiterou que não atropelou ninguém, porque teria prestado socorro caso tivesse visto o acidente.


 

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