Polícia desarticula quadrilhas que assaltam bancos com reféns no RS  - Geral - Pioneiro

Operação Tríade17/05/2017 | 06h50Atualizada em 17/05/2017 | 14h09

Polícia desarticula quadrilhas que assaltam bancos com reféns no RS 

Agentes cumprem mandados de prisão e busca e apreensão em 14 municípios do Rio Grande do Sul para prender suspeitos de ataques

Após um ano e um mês de investigação da Polícia Civil, em meio a constantes ataques a bancos em pequenos municípios gaúchos, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17) operação para desarticular três quadrilhas. Estes grupos não têm ligação, mas agem de forma semelhante, fazendo reféns, dominando as cidades por algumas horas e usando grande poder de fogo.

Cerca de 400 policiais estão cumprindo 45 mandados de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão, em 14 municípios. Trinta e três suspeitos foram presos – 12 deles já haviam sido detidos ao longo da investigação. Dez pessoas seguem foragidas.

Leia mais sobre casos que envolvem a quadrilha:
Criminosos atacam agências bancárias e fazem reféns em Fontoura Xavier
Criminosos fazem reféns e assaltam três bancos em Maximiliano de Almeida
Criminosos atacam dois bancos e levam gerente como refém no Vale do Taquari

 A chamada "Operação Tríade" é resultado de apuração que se iniciou em abril de 2016, quando cinco bandidos assaltaram o Banrisul de Muitos Capões, na Serra, e fugiram levando três reféns. 

Cerca de 400 policiais participam da ação em 14 municípios do Estado Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Desde então, a Delegacia de Roubos do Deic investigou que essa organização criminosa e outras duas atacaram de forma semelhante agências bancárias em nove municípios e ainda uma ervateira. Foram 15 bancos assaltados.

— Esses suspeitos não explodem bancos, eles aguardam as agências abrirem para entrar, dominam as cidades pequenas e usam forte armamento, até fuzil. Para fugir, se não fazem verdadeiros escudos humanos,  levam reféns para soltar depois nas rotas de fuga — disse o delegado Joel Wagner, um dos responsáveis pela investigação.

Depois de Muitos Capões, os ataques ocorreram em Planalto, Maximiliano de Almeida, Tupanci do Sul, Monte Belo do Sul, Putinga, Fontoura Xavier, Redentora, Rodeio Bonito e Seberi. Este último município é o caso da ervateira. Juntas, essas cidades não têm mais do que 70 mil habitantes, uma delas, Tupanci do Sul, no Norte, próxima a Lagoa Vermelha, tem cerca de 1,7 mil moradores. Um banco foi alvo dos bandidos em setembro do ano passado, com uma pessoa mantida refém.

Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Em um desses 10 crimes investigados, em Maximiliano de Almeida, município no norte do Estado com 4,9 mil habitantes, três agências bancárias foram atacadas no mesmo dia, e os ladrões usaram em fevereiro deste ano reféns para fazer um escudo humano. 

Em pelo menos quatro ocorrências, foram dois bancos roubados de uma só vez nos municípios. Já em Fontoura Xavier, também no Norte, com 10,8 mil habitantes, havia apenas dois policiais militares na cidade quando dois bancos foram atacados e pessoas foram mantidas reféns em março deste ano.

O delegado Emerson Wendt, chefe da Polícia Civil, classificou a operação Tríade como "muito importante":

— Foi uma das maiores já feitas no combate ao roubo a banco. Visa desarticular pelo menos três grupos organizados, com vínculos pontuais entre si, que assolavam pequenos municípios do interior do Estado, com a utilização de cordão humano e colocando em risco a vida de muitas pessoas nesses pequenos municípios. Procuramos agir de maneira paciente e dedicada. 

Wendt comentou ainda sobre uma situação recorrente com a qual a Polícia Civil tem trabalhado: não só prender quem está na rua, mas responsabilizar quem já está no sistema prisional. Isso porque todos os líderes das quadrilhas desarticuladas nesta quarta-feira já estão presos.

— Quando dizemos que prendemos presos, não é uma retórica falsa. Isso significa que eles vão ficar mais tempo no sistema prisional e vão ter uma pena maior, pois vão ser não só investigados, mas também processados por vários crimes – afirmou.

 
 

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