Memória: Joaquim Lisboa e a Festa da Uva  - Geral - Pioneiro

Cultura10/05/2017 | 10h00Atualizada em 10/05/2017 | 10h00

Memória: Joaquim Lisboa e a Festa da Uva 

Joaquim Pedro Lisboa foi o idealizador da Festa Nacional da Uva, em 1931

Memória: Joaquim Lisboa e a Festa da Uva  Giacomo Geremia/Agencia RBS
Foto: Giacomo Geremia / Agencia RBS

Nascido em 2 de abril de 1887, em Rio Pardo, filho de Frederico do Amaral Lisboa e Eulária Barreto Lisboa, Joaquim Pedro Lisboa foi o idealizador da Festa Nacional da Uva, em 1931, e o primeiro presidente da festa. Aos cinco anos, foi morar com as tias Aurora e Zenira, em Porto Alegre. Mais tarde, trabalhando como agente da Viação Férrea, foi transferido para Caxias do Sul. Atuou como viajante comercial junto a agricultores, incentivando os colonos ao cultivo e ao plantio, inclusive de variedades nobres da uva. Percebendo a necessidade de evidenciar a produção da fruta na região, buscou ajuda da prefeitura, da Estação Experimental de Viticultura e Enologia do Estado e do Recreio da Juventude, e idealizou, em 1931, uma exposição de uvas. Na época, foi incumbido de ser o diretor-geral da comissão que organizou e dirigiu a mostra. Era o início da Festa da Uva.

Na década de 1940, tendo como objetivo cobrir o evento, solicitou ao governador a liberação de uma emissora de rádio para a cidade. Ao lado de Arnaldo Ballvé e Luiz Napolitano, fundou a Rádio Caxias do Sul, pertencente às emissoras Reunidas Rádio Cultura Ltda. Em 1950, participou novamente da comissão organizadora da festa, na função de segundo vice-presidente. Além de ser admirador da prática colonial, também dedicava-se à história do Rio Grande do Sul e das tradições gaúchas e participou da fundação do CTG Rincão da Lealdade. Mais uma vez junto a amigos, entre eles Clóvis Pinheiro, criou o programa de rádio Venha para a Cancha, Amigo, na Rádio Caxias. O programa, apresentado uma vez por semana, permaneceu ao ar durante 16 anos e oportunizava a participação de cantores, duplas e conjuntos musicais gaúchos. 

Cultura e tradição

Foto: Arquivo Hostórico João Spadari Adami / Divulgação

Ao mesmo tempo em que se envolvia com as atividades do recém-inaugurado Rincão da Lealdade, Joaquim Pedro Lisboa, juntamente com Clóvis Pradel Pinheiro, também levava as notícias da cultura gaúcha aos leitores do Pioneiro. Entre 1959 e 1961, ambos assinavam a Página Tradicionalista, publicada semanalmente no jornal. O espaço, dedicado às notícias e às atrações da época, ainda trazia as seções Resumo Histórico do Rio Grande do Sul e Baú da Estância, escritas por Walter Spalding.

Foto: Geremia / Agencia RBS

Joaquim integrou a formação da Academia Caxiense de Letras, em 1962, tornando-se vice-presidente da época. Também exerceu os cargos de secretário na Associação dos Comerciantes, no Clube Juvenil e no Tiro de Guerra, e contribuiu para a instalação da agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, em 1928. Seu pioneirismo o levou criar a primeira feira especializada do Brasil e a estruturar os elementos que serviriam de modelo para diversas festas da região, entre elas, a Festa Nacional da Uva.

Joaquim faleceu em 8 de novembro de 1974, e teve uma rua batizada em sua homenagem: a Rua Joaquim Pedro Lisboa, no bairro São Victor Cohab.

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