Greve dos médicos em Caxias completa um mês nesta quarta-feira - Geral - Pioneiro

Mirante16/05/2017 | 09h20Atualizada em 17/05/2017 | 13h22

Greve dos médicos em Caxias completa um mês nesta quarta-feira

Há sensível redução na participação, mas o problema persiste. Foram 344 consultas canceladas nesta segunda

Greve dos médicos em Caxias completa um mês nesta quarta-feira Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A greve dos médicos do SUS, em Caxias, completa um mês amanhã. Os números de adesão, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, mostram esvaziamento no movimento. Nesta segunda-feira, dos 119 médicos escalados para trabalhar, 18 não compareceram (15%) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Centro Especializado de Saúde (CES) e nos Serviços de Saúde Mental. Em 17 de abril, primeiro dia de greve da terceira paralisação deflagrada neste ano na cidade, houve 57,7% de adesão.

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É preciso registrar que houve uma decisão de retorno de 50%, uma forma de manter os atendimentos prioritários e não haver o risco de a greve ser considerada ilegal. Em suma, o problema persiste e não há encaminhamento para o término. Afinal, somente ontem, 344 consultas deixaram de ser realizadas.

De posse do despacho da desembargadora Matilde Chabar Maia, do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), sobre a legalidade da greve, a Comissão de Negociação dos Médicos do SUS, presidida por André Pormann, pressiona para que a paralisação sobreviva.

Na quinta-feira passada, foi entregue, em mãos, um ofício à presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Silvana Piroli. No documento consta que o Sindiserv tem agido de forma ostensiva e publicamente atua contra os interesses dos médicos em greve, inclusive oficializando posição ao postar matéria no site da entidade afirmando que o "Sindiserv não está em greve".

O ofício, em síntese, foi para notificar ao sindicato dos servidores que não é parte legítima para representar os médicos em greve. Sem resultados. O Sindiserv reforçou que sempre esteve à disposição para resolver o impasse e acabar com a greve. Informou ao grupo representante dos grevistas que a categoria está em campanha salarial unificada e parte das reivindicações dos médicos está contemplada.

Silvana finalizou:

— Esta greve não é boa para vocês e somente favorece à fragilização do SUS e tendência de terceirização dos serviços de saúde.

As faltas não justificadas são descontadas. Neste ano, foram registrados 43 pedidos de exonerações de médicos, sendo 40 após o início das paralisações. Trinta e dois profissionais foram chamados por concurso público, 14 assumiram. Outros 28 foram chamados por contratos temporários, 11 assumiram e seis estão em andamento.

Em meio à movimentação, já houve a saída de um secretário da Saúde (Darcy Ribeiro Pinto Filho) e, nos bastidores, os comentários apontam que o atual, Fernando Vivian, está pendente.

 
 

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