Secretaria estuda liberação da conversão na Sinimbu com a Dr. Montaury, em Caxias - Geral - Pioneiro

Trânsito05/04/2017 | 11h18Atualizada em 05/04/2017 | 11h18

Secretaria estuda liberação da conversão na Sinimbu com a Dr. Montaury, em Caxias

Alteração, porém, não tem data para ocorrer 

Secretaria estuda liberação da conversão na Sinimbu com a Dr. Montaury, em Caxias Cristiane Barcelos/Agência RBS
Conversão foi proibida para implantação do SIM Caxias  Foto: Cristiane Barcelos / Agência RBS

A Secretaria de Trânsito de Caxias do Sul estuda liberar a conversão à direita na esquina das ruas Sinimbu e Dr. Montaury. Os planos foram revelados pelo titular da pasta, Cristiano de Abreu Soares, à Gaúcha Serra.

De acordo com o secretário, o monitoramento do trânsito nos primeiros meses após a liberação do corredor secundário e dos cruzamentos aponta que não haveria impacto no transporte coletivo. A alteração, porém, não será imediata para que os motoristas tenham tempo de se habituar às mudanças implantadas em janeiro.

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Engenheiro Metalúrgico com MBA em Gestão de Produção e Logística, Cristiano de Abreu Soares, 40 anos, comanda a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade desde 1º de janeiro. Ciclista nas horas vagas e entusiasta declarado de assuntos que envolvem trânsito, o secretário diz ter sido selecionado por meio do currículo e que obtenção de resultados é a condição para permanência no cargo. Assumiu com o compromisso de fazer cumprir as promessas da nova administração a respeito de um assunto tão importante quanto polêmico.

Logo na primeira semana do ano, liberou o tráfego nos corredores azuis das ruas Sinimbu e Pinheiro Machado e a maior parte das conversões nas duas ruas. As alterações mexeram em dois dos pontos principais do SIM Caxias. E foi esse o primeiro assunto da conversa de quase duas horas enquanto circulava com a reportagem pela cidade na última quinta-feira.

— Existe um mito de que odiamos o SIM Caxias e não é nada disso. Antes da troncalização, o fluxo de veículos era relativamente tranquilo, mas o de ônibus era uma piada. Onde estão ocorrendo as liberações, o motorista do ônibus consegue ultrapassar. (No entanto), em alguns momentos tenho a sensação de que a cidade estava evoluindo para criar um bloqueio no acesso ao centro. Em Caxias nós temos um fluxo grande, mas estamos muito longe de ser um grande centro — avaliou.

Dos nove cruzamentos que tiveram a conversão proibida pelo projeto original do SIM Caxias, apenas três ainda seguem com a restrição, mas a secretaria já estuda a liberação do cruzamento da Sinimbu com a Dr. Montaury.

— O grande risco do bloqueio das conversões é que as pessoas continuavam fazendo a manobra e o volume de multas era absurdo. Não funcionou e aquela condição colocava o pedestre em uma situação de risco. No caso da Sinimbu com Montaury, além de ser subida há deslocamento de eixo e achamos que poderia ter impacto o transporte. Eu diria que essa seria a próxima liberação — revelou o secretário.

Com três meses no cargo, Soares lista problemas específicos do trânsito da cidade em que diz ter se concentrado e revelou que vai pessoalmente às ruas conferir o impacto das alterações. Entre as principais medidas estão mudanças em tempos de semáforos em determinado pontos.

(Para sincronizar as sinaleiras) é preciso definir se privilegiamos o sentido norte-sul ou leste-oeste. Minha leitura é que devemos privilegiar o leste-oeste, que é o sentido do transporte coletivo. Um ponto que gostaria de comentar é a Rua Tronca. Às 17h ou 18h era insuportável. O cruzamento com a Rua Garibaldi foi o ponto que mais mexemos. Melhorou significativamente a Tronca, sem impactar tanto a Garibaldi — defende.

Mas apesar de soluções impactantes, há projetos maiores, com recursos reservados, que ainda precisam sair do papel. O mais urgente é a reformulação do trevo do posto São Luís, no trecho urbano da Rota do Sol. Embora seja uma rodovia estadual, a obra que deve facilitar o trânsito será realizada pelo município por meio de convênio com o Daer. Mas até agora, nenhuma máquina começou a trabalhar.

— Vamos voltar a cobrar para que isso aconteça. O tema está com a empresa de projetos. Ele havia sido entregue e foi para o Daer. O contrato com a empresa venceu e quando o projeto voltou com os apontamentos do Daer já nao havia mais contrato — justifica.

 

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