Médicos de Caxias devem paralisar atividades na próxima semana - Geral - Pioneiro

Crise na saúde07/04/2017 | 18h04Atualizada em 07/04/2017 | 18h19

Médicos de Caxias devem paralisar atividades na próxima semana

Categoria afirma não ter recebido retorno da prefeitura sobre contraproposta enviada na sexta-feira passada

Médicos de Caxias devem paralisar atividades na próxima semana Felipe Nyland/Agencia RBS
No mês passado, uma greve da categoria foi responsável pelo cancelamento de cerca de 5,6 mil consultas. Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS
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O presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias, Marlonei dos Santos, deve anunciar, em coletiva de imprensa na manhã deste sábado, uma nova paralisação dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), em Caxias do Sul. A greve, como adianta Marlonei, deve ocorrer já na próxima semana, após votação em uma assembleia marcada para a noite de segunda.

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De acordo com o presidente do sindicato, o movimento foi motivado após a prefeitura não responder sobre a contraproposta feita pelos profissionais no final da semana passada.  O documento, que segundo Marlonei foi encaminhado ao prefeito Daniel Guerra (PRB) e ao secretário da saúde Fernando Vivian, sugeria um novo sistema de pagamento salarial: R$ 79,71 por hora trabalhada. Hoje, os médicos recebem salário mensal correspondente a três cargas horárias semanais diferentes: 12h, 20h ou 33h.

— Tínhamos determinado um prazo para a prefeitura nos responder, que era até as 18h desta sexta-feira. Como não tivemos qualquer retorno, decidimos por mobilizar uma nova greve — explica Marlonei, que também afirma que o tempo em que os servidores devem parar as atividades, bem como o formato da greve, somente serão anunciados no sábado. 

Conforme o secretário Fernando Vivian, nenhum documento oficial foi encaminhado para a prefeitura, já que o município responde apenas para a comissão de médicos e não ao sindicato.

— De forma oficial não recebemos nenhuma contraproposta e, por isso, não tínhamos nada para responder — afirma ele.

Para ser considerada legal, a greve deve atender a legislação vigente, sendo que uma das obrigações é de que o órgão gestor, a prefeitura, precisa ser avisado com 72 horas de antecedência. Se os médicos decidirem pela paralisação na segunda, e o poder público for comunicado no mesmo dia, a greve pode começar na quinta-feira.

No mês passado, uma greve da categoria foi responsável pelo cancelamento de cerca de 5,6 mil consultas na cidade.

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