Confira os 15 pontos de Caxias que concentram mais acidentes - Geral - Pioneiro

Trânsito15/04/2017 | 14h00Atualizada em 15/04/2017 | 14h00

Confira os 15 pontos de Caxias que concentram mais acidentes

Levantamento mostra que a maioria das colisões acontecem em locais com grande fluxo de veículos e bem sinalizados

Confira os 15 pontos de Caxias que concentram mais acidentes Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O trânsito brasileiro mata, em média, uma pessoa a cada 12 minutos. Além disso, o número de feridos graves também chama a atenção: a cada minuto uma pessoa fica com sequelas permanentes, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária.

Em Caxias do Sul, de acordo com o 12º Batalhão de Polícia Militar (12ºBPM), no ano passado, 1.162 pessoas ficaram feridas em acidentes dentro da área urbana, sendo que 14 morreram. Nos primeiros três meses de 2017, já são quatro vítimas de acidentes fatais e um total de 233 feridos. Por dia, em média, são registrados três acidentes com feridos na cidade.

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Um levantamento divulgado pelo setor de estatísticas da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) de Caxias a pedido do Pioneiro mostra que a maioria dos acidentes de trânsito acontecem em locais com grande fluxo de veículos e bem sinalizados.

Os locais que figuram entre os 15 mais problemáticos foram estudados por técnicos e pelo secretário da SMTTM, Cristiano Abreu Soares: alguns já receberam modificações, como alteração no tempo dos semáforos, colocação de tachões para evitar conversões proibidas e instalação de redutores de velocidade. Alguns pontos que não aparecem nesta lista, mas acumulavam reclamações da população, também foram vistoriados.

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Rua Dr. Montaury com a Rua Dom José Barea (bairro Exposição) - 1º lugar na lista de pontos críticos

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Problema: existem três faixas para quem desce da Montaury em direção ao Fórum. Os motoristas que trafegam pela esquerda, são obrigados a acessar a Dom José Barea. Já os que utilizam a faixa central, podem seguir reto ou também dobrar na Dom José Barea. Os acidentes ocorrem quando o condutor do veículo que seguia na faixa da esquerda ignora o acesso obrigatório à Dom José Barea e segue reto. Neste momento, o veículo que seguia na pista central e desejava seguir pela Dom José Barea, onde a manobra é permitida, acaba colidindo no carro que não havia respeitado a sinalização.
— Semanalmente aconteciam acidentes aqui. Nos horários de maior movimento, era terrível, pois não era bem sinalizado o que cada motorista podia fazer — conta Romário de Menezes, 42 anos, frequentador de uma academia próxima ao local.

Solução: a prefeitura instalou tachões no começo do ano, porém, mesmo assim, os motoristas ainda ignoravam a sinalização e os acidentes não haviam cessado. Por isso, na semana passada, mais tachões foram instalados diminuindo os espaços entre um obstáculo e outro, obrigando que os motoristas da faixa da esquerda apenas acessem a Dom José Barea, sendo impossibilitados de seguir reto na Dr. Montaury.

Rua Atílio Andreazza com a Avenida Ruben Bento Alves (Rótula da Randon) - 2º lugar na lista de pontos críticos

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Problema: este é um ponto que concentra grande fluxo de veículos durante todo o dia e, por isso, também acumula diversos acidentes. Por ser uma rotatória, é preciso que os motoristas reduzam a velocidade e utilizem a faixa adequada para o local em que desejam seguir. Porém, poucos veículos respeitam o limite de velocidade. Fora isso, poucos condutores também seguem o que diz o Código de Trânsito Brasileiro: quando veículos se cruzarem em uma rotatória (desde que não haja sinalização), o carro que estiver circulando por ela tem a preferência.
— O ponto onde acontecem os acidentes é bem na rótula. Os motoristas não aguardam a sua vez de acessar e acabam colidindo — diz uma funcionária do Posto Delta, que prefere não se identificar.

Solução: Para o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Caxias, Cristiano Abreu Soares, a rótula da Randon possui o diâmetro pequeno, ou seja, o tempo para que um veículo utilize a interseção é curto. Para resolver o problema seria preciso reformular a rotatória, o que não deve acontecer tão cedo por falta de verba.

Rua José Tovasi esquina com a Rua Rodrigues Alves (bairro Cruzeiro) - reclamação de moradores

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Problema:  o cruzamento com a Rua José Tovasi possui sinalização adequada, mas a imprudência de alguns motoristas tem ocasionado acidentes frequentes. O problema começou depois que a Rua Rodrigues Alves foi aberta, em 2015. Desde lá, os motoristas passaram a ultrapassar o limite de velocidade e a desrespeitar os semáforos.
— Os veículos passam aqui numa velocidade muito incompatível com o que é permitido. A rua possibilita que eles tenham visão, mas como poucos respeitam o sinal vermelho, acabam batendo. É uma atitude lamentável, porque o erro de um motorista pode tirar vida de quem não tem culpa — lamenta Ivo Luiz Pfeifer, 68 anos, morador da Rodrigues Alves há mais de 40 anos.

Solução: recentemente, técnicos da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Caxias estiveram no cruzamento e alteraram o tempo dos semáforos, fazendo com que o sinal vermelho apareça de forma sequencial, obrigando a redução de velocidade. Mas, a medida pouco mudou o cenário: conforme moradores, os acidentes permanecem por imprudência dos condutores.
— Mudar o tempo dos semáforos pouco mudou a atitude dos motoristas. Eles continuam desrespeitando a sinalização e colidindo frequentemente. Tanto a José Tovasi quanto a Rodrigues Alves viraram pista de corrida. Ninguém respeita o sinal e, inclusive, fazem racha aqui durante a noite — desabafa Soleci Mendes Bitencourt, 48.

Rua Pedro Tomasi com a Rua Plácido de Castro (bairro Exposição) - reclamação de moradores

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Problema: o cruzamento é bem sinalizado, porém, o alto número de acidentes relatados por moradores próximos, pode ser explicado pela inexistência de semáforos. De acordo com a engenheira civil Ana Paula Martini Dalle Molle, 25 anos, toda a semana, nos horários de maior movimento, acontece alguma colisão. 
— Apesar de ser mais fácil utilizar esse cruzamento, eu prefiro passar por outras ruas. Tenho medo de andar por ali e ser atingida por algum daqueles motoristas que não respeitam a sinalização — conta ela.
O problema, conforme a moradora, ficou pior depois que a Plácido de Castro foi asfaltada. São ao menos três acidentes por semana.
— Por enquanto, ninguém ficou gravemente ferido. Mas se as pessoas não começarem a respeitar a sinalização e os limites de velocidade, algo grave pode acontecer — afirma Ana Paula.

Solução: esse cruzamento em específico não figura entre os 15 pontos com mais acidentes no ano passado em Caxias. Porém, o secretário Cristiano Abreu Soares, explica que todos os pontos que concentram acidentes serão estudados. 
— Para que isso aconteça de fato, é preciso que a população no ajude registrando a ocorrência. Sem dados que nos apontem que aquele ponto é crítico, não temos como analisar — explica.

Avenida Bruno Segalla com a Avenida São Leopoldo (Rótula da São Leopoldo) - 3º lugar na lista de pontos críticos

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Problema: a rótula é ponto de ligação com a Zona Leste de Caxias e, diariamente, recebe um grande fluxo de veículos. O problema aqui também não é a falta de sinalização e sim a imprudência dos condutores. Este é o terceiro trecho com mais acidentes em 2016. 
— Os motoristas parecem que estão numa pista de corrida. Não aceitam ficar para trás, daí aceleram cada vez mais, utilizam a faixa errada da rotatória e não esperam a sua vez de acessar a rótula. Falta consciência e mais respeito. Não entendo o motivo de tanta pressa — questiona o empresário e morador da Avenida São Leopoldo, Antônio Boff, 65 anos. 

Solução: a prefeitura tem optado por guardar recursos financeiros para investir em áreas mais importantes e, por este motivo, limitou a atuação da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Caxias. De acordo com o secretário Cristiano Abreu Soares, não há planos de modificação desta rótula. Mas, caso o número de acidentes não diminua, algumas estratégias podem ser estudadas.
— Trabalhamos com o objetivo principal de prevenção, ou seja, evitar acidentes. O problema desse ponto não é de logística e sim de imprudência, mas nada impede que estudemos de perto o que acontece ali e, a partir das conclusões, adotar medidas capazes de diminuir ou até cessar os acidentes — explica Soares.

LISTA DE PONTOS CRÍTICOS EM 2016

1º Rua Dr. Montaury com a Rua Dom José Baréa
2º Rua Atílio Andreazza com a Avenida Ruben Bento Alves
3º Avenida Bruno Segalla com a Avenida São Leopoldo 
4º Avenida Ruben Bento Alves com a Rua Ludovico Cavinato
5º Rua Moreira César com a Avenida Rubem Bento Alves
6º Avenida Salgado Filho com a Avenida Bruno Segalla
7º Rua Pinheiro Machado com a Rua Andrade Neves
8º Avenida Bruno Segalla com a Rua Ernani Aguilar Correa
9º Rua Angelo Chiarello com a Rua Pio XII
10º Rua Angelo Chiarello com a Frei Pacífico
11º Rua Conselheiro Dantas com a Avenida Ruben Bento Alves
12º Rua Frei Pacífico com a Rua Antonio Ribeiro Mendes
13º Avenida Bruno Segalla com a Avenida Bom Pastor
14º Rua Os Dezoito do Forte com a Rua Feijó Junior
15º Rua Carlos Bianchini com a Rua Matteo Gianella

*Fonte: Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade


 

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