Sem acordo na Justiça, greve dos ônibus é mantida em Caxias do Sul  - Geral - Pioneiro

Vai parar16/03/2017 | 15h47Atualizada em 16/03/2017 | 15h55

Sem acordo na Justiça, greve dos ônibus é mantida em Caxias do Sul 

Na próxima semana, Visate, funcionários da empresa e prefeitura devem começar um embate judicial pelo dissídio e reajuste da tarifa

Sem acordo na Justiça, greve dos ônibus é mantida em Caxias do Sul  André Fiedler/Gaúcha Serra
Na manhã de ontem, trabalhadores da Visate decidiram que entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira Foto: André Fiedler / Gaúcha Serra

Uma tentativa de conciliação na 2ª Vara Cível de Caxias do Sul terminou sem sucesso nesta quinta-feira, e a greve do transporte coletivo está mantida. Ela foi anunciada pelo sindicato da categoria para começar à zero hora da próxima segunda-feira, dia 20. A mobilização deve tirar das ruas todos os coletivos por tempo indeterminado. Os trabalhadores exigem o dissídio salarial, que era negociado desde dezembro de 2016.

A Visate, concessionária que presta o serviço público, reafirmou à juíza Maria Aline Vieira Fonseca que só discutirá o dissídio se a prefeitura de Caxias do Sul voltar atrás no congelamento do preço da tarifa em R$ 3,40, decisão anunciada por Daniel Guerra no começo de seu mandato. A empresa pede R$ 4,25.

Assim que a greve for iniciada, a Visate deve entrar com uma ação na Justiça para tratar do reajuste dos bilhetes. O sindicato também deve ingressar com ação para exigir o dissídio. Sem chegar a um consenso, a empresa, os trabalhadores e a prefeitura saíram da audiência desta quinta-feira preparados para travar uma batalha nos tribunais do Trabalho. Enquanto isso, a população sofrerá com a ausência de ônibus ou com uma frota reduzida.

Desde o início das negociações, Daniel Guerra sustenta que não cabe ao Executivo interferir nas relações entre empresa e empregados. Na noite de terça, em nota divulgada à imprensa, a prefeitura garantiu que, em caso de greve, exigirá o cumprimento do contrato de concessão do transporte coletivo.

"Para atender às necessidades da população, mesmo em respeito ao direito de paralisação dos trabalhadores que eventualmente aderirem ao movimento grevista, foi requerido que a Visate mantenha de forma permanente o transporte de passageiros e observe os padrões de regularidade, continuidade, eficiência e segurança do serviço exigidos no contrato", afirmou o Executivo.

O chefe de gabinete da prefeitura, Júlio Freitas, argumenta que, se a empresa não cumprir o contrato, poderá ser notificada e condenada a pagar multa. A Guarda Municipal foi disponibilizada para impedir um eventual trancamento de garagens. 

 
 

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