Prefeitura de Caxias não descarta contratar novos médicos após paralisação - Geral - Pioneiro

Impasse na negociação01/03/2017 | 22h06Atualizada em 01/03/2017 | 22h07

Prefeitura de Caxias não descarta contratar novos médicos após paralisação

Decisão pode ser tomada caso muitos profissionais aceitem a redução da carga horária

Prefeitura de Caxias não descarta contratar novos médicos após paralisação Marcelo Casagrande/Agencia RBS
O secretário municipal da Saúde afirma que a prefeitura está monitorando o atendimento na paralisação Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Por mais uma semana, a negociação sobre carga horária e reajuste salarial entre médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) e prefeitura de Caxias do Sul não avançou. Em reunião nesta quarta-feira, a prefeitura entregou ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) uma proposta voltada aos médicos concursados de menor carga horária com redução dos salários. 

Pela proposta, que ainda precisa ser avaliada e oficializada, e depois encaminhada para a Câmara de Vereadores, o poder público possibilita aos médicos com contrato de 20 horas semanais e vencimentos de R$ 5.696,29 reduzirem a carga horária para 12 horas semanais e, consequentemente, terem diminuição dos vencimentos para R$ 3.595,39. 

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A adesão dos médicos será facultativa, caso vire lei. Todos terão que bater o cartão biométrico. Se muitos médicos aderirem à redução da carga horária, o secretário de saúde adianta que novos médicos poderão ser chamados, vindos de concursos anteriores ou contratados emergencialmente.

Na última proposta encaminhada à prefeitura, o Sindicato dos Médicos propõe que os profissionais que atuam no regime de 20h passem para 12h semanais, mantendo o atendimento de 18 pacientes por dia. Já os que trabalham 12h por semana teriam os salários aumentados para R$ 5,5 mil (hoje é de R$ 3,5 mil) mesmo valor pago para os que, atualmente, atendem por 20h. Já os de 33h, reduziriam a carga para 20h, mantendo o salário atual, mas atendendo o mesmo número de pacientes que atendiam antes.

Em função do impacto financeiro que essa proposta traria, Darcy afirma que ela não é viável para a prefeitura:

— Não temos dinheiro para isso, estamos no limite. Nenhuma proposta é definitiva, podemos negociar, mas todos precisam ceder.

 

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