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Memória21/03/2017 | 10h00Atualizada em 21/03/2017 | 10h51

O legado do papeleiro em Caxias

Catador morreu há cinco anos de forma trágica, e hoje é símbolo de paz para a comunidade

O legado do papeleiro em Caxias Juan Barbosa/Agencia RBS
Vinte e quatro adolescentes de escolas prestaram uma homenagem ao catador de papel Carlos Miguel dos Santos, em 2012 Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS

Carlos Miguel dos Santos nasceu no dia 16 de março de 1967. Trabalhava como catador de material reciclável. Há cinco anos, em 23 de setembro de 2012, morreu ao ter 85% do corpo queimado enquanto dormia. O episódio marcou a história da cidade e sensibilizou toda a comunidade em torno da luta contra a violência. Uma dessas pessoas foi o Pe. Renato Ariotti, que ficou responsável por Scobby e Preta, os cachorros de Carlos, que ficaram sem lar após o ocorrido. O religioso também adquiriu a carrocinha, usada por Miguel em seu trabalho diário.  

Na época, foi organizado um Memorial com fotos e comentários deste episódio, nos fundos da casa paroquial Santa Catarina, administrado pelo padre. Além disso, seu nome passou a identificar o Albergue Municipal, e o dia de sua morte foi promulgado como o dia do Catador do lixo reciclável.

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Scooby (Bege) e Preta, os cachorros do catador de papel Carlos Miguel dos Santos, foram adotados pelo Pe. Renato Ariotti Foto: Jonas Ramos / Especial

Em 25 de maio de 2016, foi instituída a Lei nº 8.085 em homenagem ao papeleiro Carlos Miguel dos Santos.  No mesmo ano, vereadores prestigiaram o memorial feito em homenagem ao catador, no Dia Municipal dos Catadores de Material Reciclável, comemorado anualmente na data de 23 de setembro.

O memorial continha fotos e comentários do triste episódio, instalado nos fundos da casa paroquial Santa Catarina, administrado pelo padre Renato Ariotti. O corpo de Carlos Miguel dos Santos está sepultado no Cemitério público municipal bloco 35, gaveta 97, 1º Andar.

Círculos da paz

Da morte de Carlos muitas iniciativas surgiram. Entre elas, o projeto Círculos da Paz, atividade que acontece todo o primeiro domingo do mês na sala de reuniões da casa paroquial Santa Catarina, que integra o do programa da Justiça Restaurativa.

O programa, idealizado por Alceu Wanderlei de Lima e Paulo Loratelli, conta hoje também com a presença de Padre Renato como facilitador. O grupo, que conta com participação voluntária da comunidade, atua na prevenção da violência, além de auxiliar vítimas e familiares através do diálogo, do fortalecimento dos vínculos e do auto cuidado. Uma vez por ano, o grupo promove uma passeata pela paz.

MAIS

Livro

Em homenagem ao catador, também foi escrito o livro "Miguel", retratando a sua vida.

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