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Memória06/01/2017 | 11h07Atualizada em 06/01/2017 | 11h07

Família Baldissera: história resgatada em livro

A obra "Coletânea Histórica e Genealogia da Família Baldissera" é destinada aos descendentes e apaixonados por histórias de família

Família Baldissera: história resgatada em livro Foto Parisi/Arquivo Pessoal
Angelo Baldissera na direção do automóvel Austin A-40, ao lado do filho Luiz Baldissera e do cunhado Silvestre Remor Foto: Foto Parisi / Arquivo Pessoal
Bruna Marini especial
Bruna Marini especial

bruna.marini@pioneiro.com

A busca por documentos para conseguir a cidadania italiana fez a professora aposentada de biologia Elizabeth Maria Freitas Scherer, 62 anos, e sua irmã, a advogada Janete Beatriz Freitas Piletti, 55, vasculharem o passado da família a partir da chegada do patriarca Mauro Baldissera ao Brasil, em março de 1885. A família estabeleceu-se nas colônias 18, 19, 20 e 21 na Linha José Júlio, 3ª Seção, Rio das Antas, Bento Gonçalves, conforme consta no Livro de Registro dos Lotes da Comissão de Terras da Colônia Dona Isabel (hoje Bento Gonçalves) — Arquivo Público do Rio Grande do Sul.

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O avô, Angelo Baldissera, bisneto de Mauro Baldissera, estabeleceu-se em Monte Bérico, Veranópolis, às margens da velha Estrada Buarque de Macedo, onde construiu um hotel, um armazém e um posto de combustíveis (que, durante três décadas, atendeu principalmente os caminhoneiros), deixando sua marca na região como pioneiro no ramo da hotelaria familiar.

As pesquisas foram tão estimulantes que a dupla resolveu fazer o caminho inverso ao dos ancestrais: do Brasil para a terra dos "antenati" nas montanhas do Vêneto. Na primeira incursão a Feltre, em 2007, não encontraram o ramo da família, mas souberam que estavam bem perto. Continuaram a garimpagem em busca de descendentes de Mauro Baldissera, até que, em 2014, um e-mail respondeu às cartas expedidas. Encontraram um parente em Arson, Feltre, província de Belluno. Com a resposta, iniciou-se ali novo capítulo da história. Em fevereiro de 2015, elas voltaram à Itália, desta vez, com endereço certo para o encontro com os parentes.

— Emoção incontida, coração acelerado, nó na garganta e olhos marejados... parecia que os genes faziam o reconhecimento nos traços de semelhança entre os familiares. Tivemos a sorte, ainda, de encontrar uma "nonna" (de 92 anos) com espantosa lucidez para contar histórias. Foi um presente, de fato, uma compensação por tanta espera. Nossa cidadania italiana informal se concretizou nesse encontro — diz Elizabeth, entusiasmada.

Diante dessa "maravilhosa experiência", resolveram compartilhar essas emoções e escreveram o livro Coletânea Histórica e Genealogia da Família Baldissera. Não é um livro comercial, mas destinado aos descendentes ou para aqueles apaixonados por histórias de família. Quem desejar mais informações, contatar pelo e-mail elizabeth@dilabore.com.br.

* Informações são da coluna Almanaque Gaúcho, do colega Ricardo Chaves, de Zero Hora

Vista de Monte Bérico, em Veranópolis, na década de 1960: ao lado da igreja, localizava-se o hotel da família Baldissera Foto: Não se aplica / Arquivo Pessoal

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