Famílias do Vila Amélia II tentam ocupar área pública no bairro Villagio Iguatemi em Caxias - Geral - Pioneiro

Habitação19/11/2016 | 14h11Atualizada em 19/11/2016 | 14h12

Famílias do Vila Amélia II tentam ocupar área pública no bairro Villagio Iguatemi em Caxias

Ação terminou em acordo para nova reunião na próxima segunda-feira 

Famílias do Vila Amélia II tentam ocupar área pública no bairro Villagio Iguatemi em Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
 A ação iniciou por volta das 7h e encerrou próximo ao meio-dia Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Pelo menos 18 famílias tentaram ocupar uma área pública na região do Villagio Iguatemi em Caxias do Sul na manhã deste sábado. São moradores do Loteamento Vila Amélia II que terão suas casas demolidas na próxima segunda-feira, já que estão em uma área privada, alvo de processo judicial. A ação iniciou por volta das 7h e encerrou próximo ao meio-dia, após acordo entre os ocupantes e o chefe de gabiente da prefeitura, Paulo Dahmer. Enquanto os moradores defendiam que tinham permissão da prefeitura para ocupar o novo terreno, o chefe de gabinete alegou que o espaço indicado por ele para que instalassem as moradias era um próximo dali, já ocupado por outras casas.

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— O que aconteceu foi uma falha de comunicação sobre o local correto, já que em reunião na sexta-feira, acordamos que fossem para este novo local até as famílias serem recadastradas, o que acontecerá em dezembro. Não era neste terreno que combinamos, era logo atrás (sobre o terreno que as famílias tentaram invadir) — explica Dahmer.

A confusão foi resolvida após moradores e prefeitura agendarem nova reunião para a segunda-feira de manhã. Mesmo assim, algumas famílias já estavam desmanchando as casas que serão derrubadas para tentar realocá-las no espaço pertencente à União, portanto área pública, que fica distante cerca de três quarteirões do Shopping Iguatemi.

— Vamos esperar essa nova reunião na segunda-feira. Só queremos dignidade, queremos nossa casa e vamos fazer as coisas corretamente — defende uma das moradoras Claudia de Jesus, 39 anos, que está desempregada.

O desenrolar da desocupação do Vila Amélia II se arrasta desde 2009, quando se iniciou o processo de reintegração. Em maio de 2011 os moradores começaram a receber ofícios sobre a remoção das moradias. As casas ficam em área particular, que será devolvida ao dono após ação de reintegração de posse. 

A Fundação de Assistência Social (FAS) cadastrou os moradores, mas a orientação era de que deixassem o endereço antes da reintegração, prevista para esta segunda-feira. No entanto, sem terem para onde ir, as famílias pediram para ocupar um espaço no Villagio Iguatemi, tentativa frustrada neste sábado.

 
 

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