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Comércio x Trânsito14/09/2016 | 08h04Atualizada em 14/09/2016 | 13h13

Sem vagas para estacionar, clientes sumiram da Avenida Rio Branco, em Caxias

Empresários optam por trocar o estabelecimento de local para não decretar falência

Sem vagas para estacionar, clientes sumiram da Avenida Rio Branco, em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Depois da retirada das vagas, Claudia Toigo tem prejuízo de aproximadamente R$ 6 mil mensais. Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A falta de vagas de estacionamento tem sido queixa frequente de comerciantes da região central de Caxias do Sul. Na Avenida Rio Branco, por exemplo, lojas estão mudando de endereço e outras alegam queda de 50% nas vendas. Por esses motivos, uma reunião na tarde desta quarta-feira, entre empresários do bairro São Pelegrino e a prefeitura, deve discutir alternativas para solucionar o impasse. 

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Desde o início da implantação do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM Caxias), 247 vagas de estacionamento foram suprimidas nas avenidas Rio Branco e Júlio de Castilhos, além das ruas Pinheiro Machado, Sinimbu e Os Dezoito do Forte. A medida que evitaria congestionamentos trouxe prejuízos ao comércio, segundo proprietários de estabelecimentos na Rio Branco, no trecho entre a Avenida Itália e a Rua Dr. Augusto Pestana. 

A situação começou após as obras de alargamento do Largo São Pelegrino, concluídas no ano passado. 

— Quando começaram as obras, eu já manifestei minha insatisfação: sem lugar para estacionar o comércio seria prejudicado. Mas ninguém me ouviu. Hoje, meu prejuízo já chega a R$ 6 mil por mês. Em uma das várias vezes que procurei os responsáveis, recebi a resposta de que eu deveria me adaptar a essa realidade e encontrar outras formas para não perder clientes. Quem procura meu estabelecimento não demora mais do que 10 minutos aqui dentro — desabafa Claudia Toigo, 48 anos, proprietária da lavanderia La Biancheria. 

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Sem os estacionamentos dos dois lados da avenida, a agência dos Correios também foi prejudicada. Os atendimentos caíram cerca de 30%.

— Não temos espaço nem para os veículos da empresa, que vêm para buscar ou entregar encomendas. Sem contar que foram retiradas vagas de idosos e deficientes. A agência não atende somente o bairro São Pelegrino, temos uma abrangência bem maior. Não posso afirmar que até quando ficaremos com as portas abertas — relata o gerente Marcelo Esteves Panosso, 47.

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Para a empresária Magda Furlan Visoná, 43, a única solução para evitar o fechamento será trocar de endereço. A partir do final do mês, o espaço onde ocupa há sete anos ficará vazio.

— Perdi muitos clientes pela falta de estacionamento. Recebi muitas reclamações e minhas vendas baixaram cerca de 50%. Acredito que um pouco tenha a ver com a crise, mas a reclamação dos clientes é em função da falta de vagas para estacionar. Então, vou para um lugar que me dê mais possibilidades de manter o meu comércio — afirma ela, que há sete anos mantém a loja Mundo Verde. 

O QUE DIZ A PREFEITURA

O secretário de Trânsito, Manoel Marrachinho, afirma somente após a reunião, que ocorre às 14h de hoje, poderá dar uma resposta. 

— Eu preciso ouvir o que eles (os comerciantes) pedem e estudar se é viável ou não. No momento, não posso responder se as vagas poderão voltar ou o que será feito para amenizar os prejuízos alegados.

 
 
 

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