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Memória06/09/2016 | 06h25Atualizada em 06/09/2016 | 06h25

Os antigos quiosques da Praça Dante Alighieri

Nos primórdios do século 20, estruturas hexagonais em madeira dominavam os quatro cantos da praça, oferecendo comércio, serviços e diversão

Os antigos quiosques da Praça Dante Alighieri Domingos Mancuso/Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
O quiosque de Francisco Dal Prá por volta de 1912, captado a partir da Av. Júlio e tendo ao fundo (atrás das árvores) a sede da antiga Intendência de Caxias do Sul, na Rua Dr. Montaury.  Foto: Domingos Mancuso / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Nos primórdios do século 20, eles já estavam consolidados nos quatro quantos da Praça Dante Alighieri, bem antes de ela possuir o desenho que conhecemos hoje. Falamos dos antigos quiosques que abasteciam a cidade e também ofereciam algum tipo de entretenimento.

Segundo as memórias de João Laner Spinato, reunidas no livro E Assim Eles Contavam..., eram construções hexagonais, em madeira, que abrigavam os negócios das famílias Benetti, Sassi, Ungaretti e Dal Prá.

"Quem olhasse da Rua Grande (Av. Júlio) para a Praça, localizaria na Rua Sinimbu, à esquerda, o quiosque de André Benetti, que nele mantinha uma oficina de ferreiro e punha ferraduras nos cavalos. À direita, o quiosque de Adelino Sassi, com negócio de secos & molhados, cujo auxiliar era Cecílio de Pauli. Na Rua Grande, à esquerda, o quiosque de Anúncio Ungaretti, com loja de fazendas e perfumaria, sendo seu funcionário Augusto Gavioli. E, à direita, o quiosque de Francisco Dal Prá, com café, bebidas e jogo de bochas ao ar livre".

Na imagem acima, o quiosque de Francisco Dal Prá por volta de 1912, tendo ao fundo a sede da antiga Intendência de Caxias do Sul, na Rua Dr. Montaury, onde hoje funciona a Casa da Cultura.

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O quiosque de Anúncio Ungaretti, por volta de 1905. Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
O quiosque da família de Anúncio Ungaretti, captado a partir da Rua Dr. Montaury, com a Av. Júlio (à esquerda) Foto: Domingos Mancuso / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Quiosque dos Ungaretti comercializava palas, chapéus, tecidos e artigos de perfumaria. Foto: Domingos Mancuso / Divulgação

Ecos do Passado

Os antigos quiosques também foram abordados pelo cronista do Pioneiro Marcos Fernando Kirst, no livro Ecos do Passado, lançado em junho, durante a Semana de Caxias. No capítulo Detalhes do Cotidiano de Outrora, Kirst reflete sobre a influência deles no dia a dia dos antigos moradores.

"Eram outros tempos, em que a vida em sociedade se dava muito mais ao ar livre, com as pessoas interagindo umas com as outras frente a frente, compartilhando seus momentos junto ao mundo real que a nova cidade proporcionava".

O passado ecoa em livro de Marcos Fernando Kirst

Secos e molhados: o quiosque de Adelino Sassi (à direita), à época da construção do Bispado, ao lado da Catedral, em 1918 Foto: Acervo pessoal de Maria Helena Balen / divulgação
O quiosque de Francisco Dal Prá por volta de 1907. Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

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