Fique de olho nos inimigos do coração - Geral - Pioneiro

Saúde29/09/2016 | 08h01Atualizada em 29/09/2016 | 09h37

Fique de olho nos inimigos do coração

Estimativa do Ministério da Saúde é de que apenas 10% dos brasileiros hipertensos, entre eles o joinvilense Adilton Cezar Maia, controlem adequadamente a doença

Fique de olho nos inimigos do coração Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Com seu fone de ouvido, Adilton caminha trêz vezes por semana na região do Vila Nova Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS
Alex Sander Magdyel*

alex.cardoso@an.com.br

Adotar novos hábitos e abandonar alguns vícios nem sempre são tarefas fáceis. Praticar exercícios físicos, ter uma alimentação saudável, checar a pressão com frequência e medir o colesterol são algumas recomendações para quem quer ter uma vida saudável e evitar problemas com o coração, principalmente para quem tem histórico familiar de problemas cardiovasculares.

O maior fator de risco para doenças do coração é a hipertensão. De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 30 milhões de brasileiros hipertensos e estima-se que só 10% façam o controle adequado da doença.

Para chamar a atenção sobre o Dia Mundial do Coração (neste dia 29) e desta doença, o jornal A Notícia conta a história de Adilton Cezar Maia, um homem que depois dos 50 anos se viu obrigado a mudar o estilo de vida. Hoje, com 59, ele tem uma rotina diferente daquela que tinha quando soube do risco de ter um ataque cardíaco fulminante. Depois de passar por um procedimento cirúrgico, o joinvilense teve que parar de fumar, evitar as gorduras, começar a tomar remédios, fazer exames regularmente e praticar exercícios três vezes por semana.

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— A tua vida muda muito. No começo, é difícil, mas tem que se conscientizar — afirma Adilton, que entre as mudanças acredita que deixar de fumar foi a mais difícil.

Morador do Vila Nova, em Joinville, onde caminha semanalmente, Adilton sempre atribuiu as dores que sentia no peito ao estresse do trabalho e costumava resistir às recomendações de procurar um médico. Um dia, as dores aumentaram muito. A filha insistiu e marcou uma consulta médica. Ele confiava que não seria nada grave, mas depois de alguns exames, Adilton lembra de quando viu o cardiologista Rubens Feijó segurando alguns medicamentos e explicando a gravidade da situação.

— Minha mãe faleceu com problema no coração. Eu nunca me preocupava. Cheguei na hora certa e no dia certo — afirma.

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Para Feijó, a baixa adesão ao tratamento das doenças se dá por motivos culturais.

— As dificuldades são a mudança de hábito de vida e acesso à medicação. No Sistema Único de Saúde (SUS), como eles distribuem, acaba faltando remédio — afirma. A falta de remédios, inclusive, fez com que seu paciente deixasse de depender do SUS e passasse a comprar todos os medicamentos necessários.

Segundo dados de 2013 da Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo. Todo ano, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem em consequência de problemas no coração, equivalentes a 31% do total de mortes.

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As principais doenças, segundo o cardiologista, são o acidente vascular cerebral (AVC, popularmente conhecido como derrame) e o ataque cardíaco. Os fatores de risco são hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto, vida sedentária, estresse e o fator genético. Ele explica que, antes do ataque cardíaco, grande parte dos pacientes tem sintomas e que se iniciam com dor no peito, aperto ou queimação. O ataque cardíaco é desencadeado, principalmente, por esforço físico em excesso e por estresse emocional. Já o AVC, segundo o médico, não tem sintomas.

— A prevenção é sempre o mais importante. Tem que fazer check-ups, principalmente se o paciente tem histórico familiar destas duas doenças. Tem que fazer avaliações física e laboratorial para ver se tem colesterol alto, diabetes. O paciente, se for sedentário, tem que ter um acompanhamento, começar a fazer exercícios pelo menos três vezes por semana. Perder peso é extremamente importante, ter o controle dos níveis de colesteróis adequados também. Se for tabagista, tem que parar de fumar. Se for hipertenso, tem que controlar a pressão. O único fator não modificável é o genético. Todos os outros são modificáveis por mudança de estilo de vida.
 
* Alex Sander Magdyel é estudante de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc e participa desde março do programa de estágio do jornal A Notícia.

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