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Memória23/08/2016 | 06h31Atualizada em 23/08/2016 | 06h31

O museu particular de Alvis Fiedler

Gravador aposentado, que  teve atuação reconhecida no Eberle e na Metalúrgica Bellini nos anos 1950, 1960 e 1970, guarda vasto acervo de esculturas, placas e fotografias

O museu particular de Alvis Fiedler Mauro De Blanco/Acervo pessoal de Alvis Fiedler,divulgação
Fiedler (à esquerda) em ação na Metalúrgica Bellini por volta de 1970, com o prefeito Victorio Trez (C) e o diretor Luiz Bellini (à direita) Foto: Mauro De Blanco / Acervo pessoal de Alvis Fiedler,divulgação

Os trabalhos desenvolvidos pelo gravador Alvis Santos Fiedler desde os anos 1950 aos poucos vem compondo um museu particular. Atuante no Eberle, na antiga Metalúrgica Bellini e, nos últimos anos, no ateliê mantido na garagem de casa, seu Fiedler, 85 anos, fez da gravação em metal não apenas uma atividade profissional: em placas e esculturas ele também registrou momentos importantes da família e da localidade de São Romédio, da qual é um dos maiores colaboradores.

São Romédio, talian e as origens de Caxias do Sul

Compõem o espaço peças como o brasão da família, com o detalhamento das várias gerações; uma escultura alusiva aos 45 anos do Rotary Internacional, adornada pelas figuras de Sergio Webber, Francisco Stedile e Paulo Bellini; uma placa comemorativa das bodas de esmeralda de seu Alvis com Rosália Santini, celebradas em 2010; e até um mini 
Naneto Pipetta. 

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Mas o trabalho mais emblemático é mesmo a réplica em bronze das portas da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré de Belém do Pará, confeccionadas na Metalúrgica Abramo Eberle entre 1953 e 1957. Na imagem abaixo vemos Fiedler (primeiro à direita) e parte do grupo responsável pelas suntuosas obras, que ficaram expostas na Maesa antes de serem transportadas para Belém. A partir da esquerda estão Rui Raabe, Paulo Marzotto, Antonio Weiss, Pedro Longhi, Francisco Chiarello, Hugo Seidl, professor Rati, Sadi Zampieri, Aldo Marzotto, Aldair Sachett e Alvis Fiedler.

Na sequência, Fiedler exibe o tríptico em miniatura, com a porta central e as laterais do famoso templo da capital paraense.

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Alvis Fiedler (primeiro à direita) com o grupo que trabalhou nas portas de bronze da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré de Belém do Pará, produzidas pela Metalúrgica Abramo Eberle nos anos 1950. Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Alvis Fiedler,divulgação
Alvis Fiedler mostra a réplica das portas da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré de Belém do Pará Foto: Rodrigo Lopes / Agência RBS
Museu particular de Alvis Fiedler contempla imagens sacras, uma esculturas comemorativa dos 45 anos do Rotary Internacional e até um Naneto Pipetta. Foto: Rodrigo Lopes / Agência RBS

Trajetória em imagens 

A fototeca caseira de seu Alvis Fiedler contempla vários momentos da indústria em Caxias. Abaixo, Fiedler em ação, captado pelo fotógrafo Mauro De Blanco em 1972, também na Metalúrgica Bellini. Por fim, com o amigo Orevil Bellini em 1957, durante um jantar de funcionários do Eberle no Recreio Guarany - era a época em que os trabalhadores da metalúrgica integravam os vários times do departamento de bolão do clube.

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 Fiedler em ação na Metalúrgica Bellini, captado pelo amigo fotógrafo Mauro De Blanco em 1972 Foto: Mauro De Blanco / Acervo pessoal de Alvis Fiedler,divulgação
 Alvis Fiedler e o amigo Orevil Bellini, desenhista da Metalúrgica Abramo Eberle, durante um jantar no Recreio Guarany em 1957 Foto: Acervo pessoal de Alvis Fiedler / divulgação

Devoção religiosa

O acervo de seu Alvis Fiedler também contempla esculturas da Pietá, de Nossa Senhora Aparecida, Santo Expedito, São Jorge e São Romédio. A ideia, segundo o aposentado, é ir "recheando" o espaço com emoldurações de fotografias antigas e de outros momentos importantes das famílias Fiedler e Santini. 

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