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Memória04/07/2016 | 06h17Atualizada em 04/07/2016 | 15h48

Família de Raymundo Magnabosco em 1946

Centenária Casa Magnabosco surgiu como um armazém de secos e molhados em um casarão de madeira ao lado da Catedral, em 1915

Família de Raymundo Magnabosco em 1946 Studio Geremia/Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Em 1946: a partir da esquerda, os irmãos Lucy, Girólamo, Dirceu, Zila, Otávio e Thereza Luiza. Sentados, a partir da esquerda, estão José Carlos, Ada, o patriarca Raymundo Magnabosco, Nelly, a matriarca Flora Serafini, Maria de Lourdes e Flora (Lola). Foto: Studio Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

A trajetória da Casa Magnabosco, fundada em em 1915, se confunde com a história de Caxias do Sul e da imigração italiana na região. Ponto de referência do Centro, ícone arquitetônico, estabelecimento pioneiro na adequação à lei da poluição visual, com sua fachada minuciosamente revitalizada, e um dos nomes mais lembrados pelos consumidores quando se fala em lojas de departamentos tradicionais, o Magnabosco ganha nova deferência nesta segunda. Será uma das empresas agraciadas com o Troféu Ítalo Victor Bersani, durante a reunião-almoço da CIC, na categoria Comércio.

Toda essa história remete à saga do visionário filho de imigrantes italianos Raymundo Magnabosco, que, em 1915, associa-se a Francisco Oliva e abre o armazém de secos & molhados Magnabosco & Pezzi, ao lado da Catedral Diocesana. Típica daqueles primórdios, a estrutura de madeira logo torna-se o principal ponto comercial da cidade – além dos consumidores locais, muitos vinham do interior e dos Campos de Cima da Serra, tanto para vender seus produtos como para comprar mantimentos na loja. 

Casa Magnabosco e outros preferidos dos caxienses em 1954

Praça Dante Alighieri e arredores nos anos 1930 e 1940

Raymundo Magnabosco nasceu em Antônio Prado.  Foto: Julio Calegari / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Um novo prédio

Com o sucesso do empreendimento, o casarão de madeira acabou cedendo lugar ao imponente prédio de alvenaria surgido em 1939. É quando o espaço passa a abrigar o empreendimento no térreo, o Fórum e a residência do juiz no segundo andar e o lar do proprietário no terceiro piso, onde Raymundo e a esposa Flora Serafini conviviam com os 12 filhos. Curiosidade: era a única casa da cidade a dispor de uma capela, preservada na loja até hoje.

Na imagem que abre a matéria, a família em um registro do início de 1946, na sala da residência. A partir da esquerda vemos os irmãos Lucy, Girólamo, Dirceu, Zila, Otávio e Thereza Luiza. Sentados, a partir da esquerda, estão José Carlos, Ada, o patriarca Raymundo, Nelly, a matriarca Flora, Maria de Lourdes e Flora (Lola).

A família era composta por 12 irmãos, porém, na imagem acima vemos apenas 11: Hélio Antonio faleceu um ano antes, em 1945, com apenas seis anos. Atualmente, sete deles estão vivos: Zila, 95 anos, Girólamo, 93, Maria de Lourdes, 89, Thereza Luiza, 84, Lucy, 83, Nelly, 80, e José Carlos, 78.

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O prédio do Magnabosco em meados dos anos 1940, após a conclusão dos trabalhos de pavimentação das ruas Dr. Montaury e Sinimbu. Foto: Studio Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Novos tempos

Com o falecimento de Raymundo Magnabosco, em 1959, o filho Girólamo (também conhecido por Jerônimo) assume o comando dos negócios. É quando o prédio sofre uma ampla reforma interna e caminha para a consolidação como um centro comercial, estruturado em vários departamentos especializados.

Interiores da Loja Magnabosco nos anos 1950

Girólamo Magnabosco e os brevetados do Aeroclube de Caxias em 1942

Em 1968, a direção abre o capital da empresa, iniciando a sociedade com a Comercial Prataviera Alberti Ltda. Nos anos 1990, a empresa volta ao comando acionário da família, administrada pelos netos Sandro e André Magnabosco, integrantes da terceira geração.

Já em 2016, é a vez do bisneto do fundador, Pedro Horn Sehbe, da quarta geração, passar a responder pela direção da centenária loja.

Pedro Horn Sehbe assume a direção do Magnabosco

Tradição em família: o empresário André Magnabosco, da terceira geração, e o avô, Raymundo Magnabosco (no quadro), em um registro de 2012. Foto: Maicon Damasceno / Agencia RBS
Trio emblemático do Centro: o bispado, a Catedral Diocesana e o Magnabosco, em meados dos anos 1940. Foto: Studio Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Doações ao Arquivo Histórico Municipal

As imagens antigas de família que aparecem nesta matéria foram recentemente doadas ao Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami por Lucy Magnabosco de Paula Moreira (filha de Raymundo e Flora) e por Silvana Magnabosco Moreira (filha de Lucy).

Graças a práticas como essa, histórias de famílias passam a ser compartilhadas, trazendo a público lembranças que se mesclam ao cotidiano de milhares de caxienses, nas mais diversas épocas.

Na imagem abaixo, Raymundo Magnabosco e Flora Serafini pouco depois do casamento, ocorrido em 17 de dezembro de 1919. Ela tinha 21 anos, ele, 23. 

Giovanni Battista Serafini: instantes e tempos eternizados

Flora e Raymundo Magnabosco em meados dos anos 1920. Foto: Julio Calegari / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Um lar

O terceiro andar do prédio do Magnabosco foi residência da família até 1981, quando Flora Serafini Magnabosco faleceu. Ela tinha 82 anos.

A jovem Flora Serafini em um registro de 1916. Foto: Atelier Barbeiros / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração de Silvana Magnabosco Moreira e Lucy Magnabosco de Paula Moreira.

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