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Caxias do Sul30/05/2016 | 11h28Atualizada em 30/05/2016 | 19h32

Com barra de ferro e corrente, homem agride aluno de escola ocupada em Caxias

Ele ameaçou diversos estudantes que ocupam o Apolinário Alves dos Santos e falou que jovens "têm que apanhar"

Com barra de ferro e corrente, homem agride aluno de escola ocupada em Caxias Reprodução / Facebook/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook / Facebook

Um homem, ainda não identificado, entrou na manhã desta segunda-feira na Escola Estadual Professor Apolinário Alves dos Santos, em Caxias do Sul, e ameaçou diversos alunos que ocupam o colégio. Com uma barra de ferro e uma corrente, ele agrediu pelo menos um deles.

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Ao presenciar a agressão, uma funcionária do colégio — o primeiro ocupado na Serra, no dia 18 de maio — acionou a Brigada Militar, mas o homem conseguiu escapar. Em seguida, uma docente foi até a Polícia Civil registrar ocorrência. No vídeo gravado por ela, o suspeito faz as seguintes ameaças:

"Não querem estudar, não querem estudar? Querem ser um bando de marginal? Têm que apanhar. Os pais não educam e os professores ajudam ainda. Eu liguei para cá e riram da minha cara. Liguei dez vezes. Liguei para a van e tudo".

Confira as imagens abaixo:

De acordo com os estudantes, o homem entrou na escola quando eles fechavam o portão, por volta das 9h. Ainda conforme os alunos, o suspeito tomou uma corrente grossa que era usada para trancar o portão e, com ela, atacou Paulo Bitencourt, 17 anos, do terceiro ano do ensino médio.

— Eu estava terminando de fechar e ele chegou agredindo — relata Paulo.

O jovem ficou com marcas na região da cintura e com um ferimento no braço esquerdo. A diretora do colégio, Marili Rigon Zandoná, estava na Polícia Civil na hora da confusão. Ela tinha ido registrar queixa porque, desde a manhã desta segunda-feira, os alunos não permitem a entrada de professores que não participam da greve da categoria. A corrente usada pelo homem teria sido colocada pelos jovens nesta segunda-feira. 

— Ele seria pai de uma aluna, pelo que apuramos. Não existe prisão para um casos desses, apenas termo circunstanciado. Nem é necessário ouvi-lo, por ser um crime de menor potencial — informa o delegado Vitor Carnaúba, da 1ª DP de Caxias do Sul.

 
 
 

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