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Patrimônio histórico16/12/2013 | 06h01

Acervo da antiga Metalúrgica Gazola, de Caxias do Sul, será preservado

Peças que contam história da fabricante de talheres e também da época em que a empresa fabricou artefatos bélicos fará parte de um museu, idealizado pelos novos donos do complexo industrial

Acervo da antiga Metalúrgica Gazola, de Caxias do Sul, será preservado Jonas Ramos/Especial
Maria de Fátima Valentini Canevese, sócia da Empresa que adquiriu a Gazola, ajuda na catalogação do acervo Foto: Jonas Ramos / Especial

Todo o patrimônio histórico que acompanha a trajetória da Gazola Indústria Metalúrgica, empresa de Caxias do Sul criada em 1932 e desativada por volta de 2010, será preservado e vai integrar um museu. O acervo, composto de moldes de madeira, matrizes para estampar talheres e fabricar baixelas, adagas, ogivas, balas de canhão, espingardas, diplomas de participação na Festa da Uva, troféus, fotos e esculturas foi adquirido, juntamente com um complexo de 28.420 metros quadrados, pelos empresários Jair e Sérgio Canevese, proprietários de uma indústria de móveis corporativos.

Por estarem tombadas provisoriamente pelo município, as peças, até então amontoadas em uma sala empoeirada, estão recebendo o merecido cuidado: passam por higienização, serão identificadas e, em breve, catalogadas.

O trabalho, que ainda está no início, é feito pela historiadora Maria de Fátima Valentini Canevese, também sócia da indústria de móveis, com a ajuda de funcionários da prefeitura, que vão ao local duas vezes por semana. Assim que o serviço estiver concluído, afirma Maria de Fátima, a ideia é abrir o memorial à visitação de escolas, universidades e ao público em geral.

Nascida Gazola, Travi & Cia, a empresa iniciou suas atividades produzindo munições para caça. Em 1942, quando já se dedicava apenas ao ramo da cutelaria, a Gazola foi convocada pelo presidente Getúlio Vargas a atender ao "esforço de guerra". Naquele ano, Gazola Indústria Metalúrgica passou também a manipular pólvora e confeccionar artefatos bélicos que seriam enviados aos combatentes brasileiros durante a 2ª Guerra Mundial. Desse período, a empresa guarda uma triste lembrança: uma grande explosão ocorrida em julho de 1943 tirou a vida de 22 moças.

 
 
 

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