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Reviravolta no Brexit12/12/2018 | 09h57Atualizada em 12/12/2018 | 10h10

Primeira-ministra britânica enfrenta voto de desconfiança de seu próprio partido

Deputados do Partido Conservador querem afastá-la do poder

Primeira-ministra britânica enfrenta voto de desconfiança de seu próprio partido JACK TAYLOR/POOL AFP
Primeira-ministra britânica, Theresa May Foto: JACK TAYLOR / POOL AFP
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A primeira-ministra britânica Theresa May enfrentará nesta quarta-feira uma moção de censura apresentada por deputados de seu próprio Partido Conservador, determinados a afastá-la do poder e da negociação com Bruxelas, em um novo obstáculo político provocado pelo Brexit.

— Lutarei contra esta votação com tudo que tenho — disse May em uma breve declaração à imprensa, pouco depois do anúncio da votação.

— Estou firmemente decidida a terminar o trabalho — completou, um dia depois de viajar a várias capitais europeias em busca garantias que permitissem a sobrevivência de seu polêmico acordo do Brexit.

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Para organizar um desafio de liderança à chefe de Governo e líder do partido era necessário que 15% dos deputados de seu partido, ou seja 48, apresentassem um pedido neste sentido ao Comitê 1922, responsável pela organização interna da sigla.

Um grupo de rebeldes eurocéticos, irritados com o acordo do Brexit que May negociou com Bruxelas por considerar que o texto faz concessões inaceitáveis à União Europeia, tentava reunir este número há algum tempo.

E eles finalmente conseguiram depois que a primeira-ministra cancelou na última hora a votação sobre o texto dos termos da saída do país da União Europeia, que estava prevista para terça-feira (11), no Parlamento.

A estratégia arriscada, uma tentativa desesperada de salvar um acordo que estava condenado ao fracasso, provocou a revolta dos deputados britânicos, incluindo os parlamentares que desejavam votar contra o texto, fruto de 17 meses de duras negociações com Bruxelas, que desagrada tanto os eurocéticos como os pró-europeus.

Para prosperar, a moção de censura precisa do apoio de pelo menos metade mais um dos 315 deputados conservadores, ou seja 158.

A votação acontecerá entre 18h e 20h (16h e 18h de Brasília), de acordo com  presidente do Comitê 1922, Graham Brady.

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— Os votos serão apurados imediatamente e o resultado será anunciado o mais rápido possível durante a noite.

Logo após o anúncio da notícia, vários integrantes do governo expressaram apoio a May no Twitter.

— O cargo de primeiro-ministro é o mais difícil que se pode imaginar neste momento e a última coisa que o país precisa é uma longa e dura disputa pela liderança — tuitou o ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt.

O ministro do Interior, Sajid Javid, afirmou que Theresa May "é a melhor pessoa para conseguir que deixemos a União Europeia em 29 de março".

A primeira-ministra ressaltou que este é o pior momento para criar divisão e incerteza no partido e no país. Ela disse que um novo líder não teria tempo para renegociar o acordo do Brexit nem para os preparativos antes de 29 de março, o que significaria um "atrasou ou até anulação do Brexit".

— Nada disso seria do interesse nacional — destacou.

Após o referendo de junho de 2016, no qual 52% dos britânicos votaram a favor do Brexit, o Reino Unido deve sair do bloco em 29 de março. Caso não ratifique o texto negociado com Bruxelas, a retirada deve acontecer sem acordo, o que teria consequências catastróficas para a economia britânica. 

Alguns partidários da permanência no bloco têm, no entanto, a esperança de que a rejeição do Parlamento ao acordo provoque um segundo referendo que inclua a possibilidade de anular todo o processo.https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2017/12/gra-bretanha-descobre-plano-para-matar-primeira-ministra-cjautxhmo01f101l71ue4t4o6.html

 
 
 
 
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