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Opinião11/01/2019 | 06h00Atualizada em 11/01/2019 | 06h00

Frei Jaime: a profundidade distingue

O acesso à informação é uma das características desta época

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! A sexta-feira chega de mansinho... A 1ª semana completa de trabalho mostrou que o ano será intenso... Que a paz acompanhe as horas e os minutos deste e dos demais dias! Muito ânimo e muita esperança. Vamos lá! 

"É fato que pessoas rasas se assustam ao se depararem com a profundidade de alguém. Deve ser por isso que muitos não se arriscam e o máximo que conseguem fazer é molhar os pés." (Thatá Figueiredo). 

O acesso à informação é uma das características desta época. Os diferentes meios e ferramentas permitem que a grande maioria esteja conectada. É bem verdade que a formação não acontece na mesma proporção que a informação. É comum saber um pouco de cada coisa, mas não adentrar nas profundezas do conhecimento. Diariamente são incontáveis os recados, registros, dicas e sugestões que são captadas pelos sentidos. Nem todos conseguem filtrar, para confirmar a autenticidade das palavras. Porém, nos últimos tempos, as pessoas parecem ter aumentado a exigência: já não aceitam mais qualquer comentário, sem uma adequada  profundidade. Os que exercitaram somente a habilidade de multiplicar palavras, terão que garantir veracidade ao conteúdo daquilo que está sendo comunicado. 

A grande maioria não consegue ir às profundezas dos fatos, apropriando-se do conhecimento presente no contexto. A superficialidade não leva ninguém às águas mais profundas. Alguns apenas molham os pés, mas acham que banharam todo o corpo. As pessoas que são rasas não sustentam um proveitoso diálogo, nem se esforçam para aprender algo novo. Em muitas rodas sociais, por falta de um conhecimento mais consistente, a opção mais fácil é ainda a fofoca. Todos falam de tudo e de todos. Os julgamentos são cada vez mais frequentes e, consequentemente, os desentendimentos também. Acompanha as gerações a expressão: 'o silêncio é ouro'. De fato, não multiplicar palavras é ouro mesmo. O próprio silêncio supõe interioridade e profundidade. É edificante conviver com pessoas que não dizem qualquer coisa, nem emocionalizam as palavras, apenas comunicam o que o intelecto reflete e o que o coração sente. Realmente, a profundidade qualifica a existência. 

Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!          

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