Praça Dante Alighieri, no Centro de Caxias, carece de cuidados - Cotidiano - Pioneiro

Estrutura11/04/2017 | 08h55Atualizada em 11/04/2017 | 14h33

Praça Dante Alighieri, no Centro de Caxias, carece de cuidados

Vegetação crescendo entre as pedras é só um dos itens

Praça Dante Alighieri, no Centro de Caxias, carece de cuidados Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Como não há previsão de início dos reparos, um dos principais cartões-postais da cidade segue sujo e malcuidado Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Uma força-tarefa a ser executada pela prefeitura deve minimizar as condições de abandono em que se encontra a Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul. O atraso na chegada de equipamentos para o chafariz – parado desde setembro do ano passado – é o que estaria emperrando o início dos serviços. Como não há previsão de início dos reparos, um dos principais cartões-postais da cidade segue sujo e malcuidado. Em uma rápida circulada pelo local é possível notar a vegetação crescendo entre as pedras que compõem o calçadão, lixeiras quebradas e bancos que precisam de reparos. Há ainda acúmulo de lixo nos canteiros, sinal de descuido da população. As condições do banheiro também são precárias. É possível sentir o forte cheiro de urina ainda na escada de acesso aos sanitários; dentro, há vasos entupidos. Por serem apenas dois sanitários, as filas são frequentes.

— Eu gostaria de ver se o prefeito ou alguma autoridade tem coragem de vir nesse banheiro. A gente, que usa todos os dias, fica com o estômago embrulhado — disse um comerciante que trabalha no entorno da praça mas não quis se identificar.

Outro ponto que chama atenção é o estado do único bebedouro: enferrujado e arrebentado. O servente de construção civil Osmar Baldin passava pela praça ontem e decidiu tomar água. A decepção foi instantânea.– Tem que cuidar até para não pegar doença. E faz anos que a praça está malcuidada, nem é novidade – reclamou.A ideia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é iniciar as melhorias na praça Dante quando o Samae der início à revitalização do chafariz.

— Nós temos um olhar muito especial com a praça, e queremos revitalizá-la. Assim que o Samae nos avisar do começo da obra, iniciaremos uma força-tarefa para devolver o cartão-postal à cidade — afirma a titular da pasta, Patrícia Rasia.

A secretária afirma que os itens malcuidados serão reparados, como, por exemplo, a troca das lixeiras, processo já encaminhado pela Companhia de Desenvolvimento de Caxias (Codeca). A diretora-presidente da companhia, Amarilda Bortolotto, acrescenta que vai averiguar se a varrição está ocorrendo conforme o cronograma. Segundo ela, as equipes percorrem a praça de segunda a sábado. Ela ressalta que o lixo encontrado pela reportagem ontem pode ter se acumulado no final de semana.Ainda com relação à manutenção, a secretária Patrícia acredita que a redução de horas-extras na pasta, bem como a alta demanda de praças e cemitérios da cidade, podem ter dificultado os trabalhos.

— Há demandas urgentes, além de servidores que estão atuando provisoriamente no canil público. Até a semana passada, a equipe estava roçando a entrada da cidade — justifica.

Chafariz está desativado desde setembro passado

Desativado ainda na administração anterior, o chafariz da Praça Dante Alighieri contará com uma tecnologia que pode evitar o desperdício de cerca de 80 mil litros de água mensais, principalmente em eventos especiais, quando é utilizado um corante especial na água (como nas comemorações do outubro rosa ou novembro azul, por exemplo). A reforma prevê a troca de todo o equipamento hidráulico, filtragem, desinfecção e instalação de iluminação subaquática de LED com comandos eletrônicos. O trabalho deveria ter começado em dezembro e, uma vez iniciado, deve estar finalizado em até um mês. O investimento é de R$ 100 mil e foi feito ainda na administração passada.

— Todos os equipamentos elétricos foram comprados pela secretaria do Meio Ambiente, mas o material hidráulico que o Samae tem é diferente do exigido. E é isso que estamos esperando chegar. Com o material em mãos, a instalação é rápida — prevê Gerson Panarotto, diretor-presidente do Samae.

 
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