A perda de um amor não é o final de tudo - Cotidiano - Pioneiro

Frei Jaime Bettega12/11/2016 | 08h23Atualizada em 12/11/2016 | 08h24

A perda de um amor não é o final de tudo

Algumas surpresas podem estar reservadas

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! O amanhecer é silencioso, dentro e fora de nós. Por alguns instantes, a vida pode degustar a calmaria... são instantes apenas. Em seguida a agitação se impõe sem dó. Ainda bem que o sábado é um pouco mais atencioso, pois permite leveza e serenidade.

"Cuide dos seus achados. Esqueça os seus perdidos." 

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A vida é um dom que aguarda por plenitude. Entre achados e perdidos, os dias vão sendo somados. É maravilhoso perceber o desenvolvimento que proporciona outras condições, algumas subtrações e muitas adições. Em alguns momentos, torna-se inevitável abrir mão de algumas coisas para acrescentar outras. As perdas são inevitáveis. Assim como há ganhos diários, há perdas que vão deixando marcas, diminuindo energias, limitando alguns movimentos. Os ganhos, sem dúvidas, são sempre em maior proporção. O que é mais frequente: cuidar dos achados ou lamentar os perdidos? Com alguma exceção, a grande maioria verbaliza muito mais as perdas do que os achados. 

O segredo pode estar na capacidade de não viver a polarização: uma hora de um jeito, outra hora do jeito oposto. O cuidado e a atenção para com os achados rendem ganhos incríveis. Todos os dias é possível encontrar um motivo a mais, um acréscimo de esperança, um pouco de alegria. A vida tem maior rendimento, em satisfação e realização, quando cada conquista passa a ter o sabor de uma grande vitória. Não há necessidade de volume, aparência, holofotes. Os achados do cotidiano são simples: o cantar dos pássaros, uma flor que desabrochou, um sorriso gratuito, um gesto de bondade, uma saudação fraterna, um abraço prolongado. Uma amizade não deixa de ser um achado maravilhoso. 

A perda de um amor não é o final de tudo. Algumas surpresas podem estar reservadas. O desligamento de um emprego pode abrir outras possibilidades. Cuidar dos achados é ser capaz de infinitos recomeços. Exercitar o esquecimento de determinadas perdas é um jeito diferente de seguir em frente. A contabilidade dos achados rende felicidade. 

Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!

 
 

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